Coronavírus: Favelas do RJ têm mais óbitos do que terceira cidade do ranking

(Foto: AP Foto/Silvia Izquierdo)

Se as favelas do Rio de Janeiro fossem uma cidade, estariam em terceiro lugar no ranking de óbitos por coronavírus. As comunidades cariocas concentram 81 mortes e 422 casos confirmados de Covid-19, considerando dados divulgados até a última sexta-feira (8).

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Segundo levantamento do portal UOL, as mortes nas favelas cariocas superam a maior parte dos municípios da Região Metropolitana, como Niterói, São Gonçalo e Nova Iguaçu, cidade com mais de 820 mil moradores e que registrou 60 óbitos. A cidade fica atrás apenas da capital fluminense (1.002) e de Duque de Caxias (96).

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Hoje, Rocinha, na zona sul da capital, Senador Camará, na zona oeste, e Complexo da Maré, na zona norte carioca, concentram 171 casos de Covid-19, o equivalente a 40% de toda a cidade.

Os óbitos causados pela doença nas favelas do Rio aumentaram dez vezes em um mês. Em 8 de abril, a Prefeitura havia registrado sete mortes e 43 casos em 13 comunidades. De acordo com especialistas, as favelas propiciam um ambiente desfarovável para o controle da propagação do coronavírus.

"A transmissão comunitária está absolutamente fora de controle. É uma transmissão verticalizada e descontrolada, que atinge sobretudo as camadas menos favorecidas da sociedade", analisa a pneumologista Margareth Dalcolmo, pesquisadora da Fiocruz e colaboradora do governo do RJ para conter a pandemia.

"Há pessoas mais vulneráveis, que precisam de sustento e não conseguem ficar em quarentena. As pessoas se aglomeram para buscar algum tipo de recurso", explica Hermano Castro, diretor da Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz.

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