Favelas do Rio registram cinco mortes e 49 novos casos de Covid-19 em 24 horas

O Globo
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RIO — O avanço de casos e mortes pela Covid-19 no Rio de Janeiro atinge em cheio as comunidades da capital Fluminense. Em 24 horas, cinco pessoas morreram e 49 novos infectados foram registrados com Coronavírus, segundo o Painel de Atualização de Coronavírus nas Favelas do Rio de Janeiro, criado pelo coletivo Voz das Comunidades. Dois dos cinco óbitos aconteceram na Vila Kennedy, na Zona Oeste, dois no Lins de Vasconcelos, na Zona Norte, e um no Morro da Babilônia/Chapéu Mangueira, na Zona Sul. Os dados foram atualizados pela plataforma até quinta-feira, dia 25.

Das 25 favelas do Rio que o Voz das Comunidades acompanha, 15.564 moradores já foram infectados e o número de mortes devido ao coronavírus chegou a 1.474 desde o início da pandemia, em março de 2020. O Complexo da Maré é o líder do número de casos, com 13 infectados, seguido do Jacaré, com cinco, além de Rocinha e Lins de Vasconcelos, ambos com quatro casos.

Em entrevista coletiva nesta sexta-feira, dia 26, dia que o decreto municipal de dez dias entrou em vigor, o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, afirmou que atualmente são 663 pessoas internadas em leitos de CTI. Ainda de acordo com Soranz, a mortalidade nas UTIs chega a 40%. Os dados do Comitê Científico mostram que há um crescimento de casos das novas cepas da doença na cidade. Em uma semana, triplicou o número nos diagnósticos laboratoriais por Covid-19 entre moradores, a maior parte da variante P1.

Nesta sexta-feira, entraram em vigor as restrições anunciadas pela prefeitura e o governo contra o Covid-19. A prefeitura montou três barreiras sanitárias (uma na Linha Amarela, na altura da saída 4, sentido Barra da Tijuca; uma segunda no Trevo das Missões, e outra na Avenida das Américas, na Grota Funda, no sentindo Barra da Tijuca) para evitar que ônibus ou vans, que não são de linhas convencionais, entrem na cidade durante o período do recesso.

Os dez dias de combate à Covid-19, que começam hoje e vão até 4 de abril, Domingo de Páscoa, terão duas frentes importantes. Uma delas é um grande esforço para esvaziar as ruas do Rio no período, que embora tenha sido chamado de feriadão, é na verdade um recesso forçado para combater o avanço do coronavírus. A outra é uma tentativa de reduzir a fila para UTIs no estado que na quinta-feira superou a marca de 600 pacientes — a maior desde o início da pandemia —, não só diminuindo a circulação de pessoas, mas também abrindo novos leitos hospitalares.

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49 novos casos confirmados

1 caso no Morro da Babilônia/Chapéu Mangueira1 caso no Morro da Providência1 caso no Tavares Bastos1 caso no Santo Amaro1 caso em Manguinhos1 caso na Cidade de Deus1 caso em Vigário Geral1 caso no Jacarezinho2 casos na Gardênia Azul2 casos no Vidigal2 casos no Complexo do Alemão2 casos no Complexo da Penha2 casos na Vila Kennedy2 casos na Ladeira dos Tabajaras3 casos no Mandela4 casos na Rocinha4 casos no Lins de Vasconcelos5 casos no Jacaré13 casos no Complexo da Maré

5 novos óbitos

1 óbito no Morro da Babilônia/Chapéu Mangueira2 óbitos na Vila Kennedy2 óbitos no Lins de Vasconcelos