Favorito à presidência do Equador nega vínculo com guerrilha colombiana

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O socialista Andrés Arauz é o favorito à presidência do Equador

O candidato à presidência do Equador Andrés Arauz negou nesta segunda-feira (15) ter recebido um suposto financiamento de campanha do Exército de Libertação Nacional (ELN), última guerrilha reconhecida na Colômbia.

"Rejeito categoricamente as notícias falsas, deploro a mentira grosseira sobre a intenção de receber um empréstimo de 80.000 dólares do ELN, quando eu nem era candidato e nem estava no Equador", se defendeu o candidato em um vídeo postado em seu conta do Facebook.

Arauz, economista de 36 anos e herdeiro político do ex-presidente socialista Rafael Correa (2007-2017), afirmou: “Não tenho ligação com o ELN e nunca me encontrei com ninguém dessa organização”.

No final de janeiro, a revista Semana de Colombia publicou uma reportagem na qual indicava que o ELN teria dado uma contribuição de 80.000 dólares para a campanha presidencial de Arauz, do movimento União pela Esperança (UNES).

“Todo esse embuste tem um único propósito, evitar que a chapa Arauz-(Carlos) Rabascall, que lidera a preferência eleitoral, participe do segundo turno” marcado para 11 de abril, continuou o candidato.

Arauz venceu com 32,71% o primeiro turno da eleição presidencial, que contou com a participação recorde de 16 candidatos.

O candidato garantiu que a recente visita ao Equador do procurador colombiano Francisco Barbosa, a pedido da procuradora Diana Salazar, "faz parte das medidas desesperadas" para deixá-lo fora da disputa.

Barbosa viajou a Quito na última sexta-feira para entregar ao seu homólogo equatoriano "informações encontradas nos aparelhos digitais de Andrés Felipe Vanegas Londoño, membro designado da guerrilha ELN, que morreu durante uma operação em Chocó (Colômbia)", segundo comunicado do a promotoria equatoriana, que não mencionou o candidato nem a publicação que o vincula ao ELN.

Arauz aguarda para descobrir quem será seu rival no segundo turno, em que será eleito o sucessor do presidente Lenín Moreno, que deixará o cargo em 24 de maio.

O ex-banqueiro de direita Guillermo Lasso, 65, e o líder indígena Yaku Pérez, 51, estão lutando voto a voto pela vaga no segundo turno e pediram à autoridade eleitoral a recontagem dos votos.

Lasso obteve 19,74% dos votos, em comparação com 19,38% de Pérez.

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