Favoritos à presidência do Chile empatados com campanha em pausa pela covid-19

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Candidatos à presidência do Chile (da esquerda para a direita): Sebastián Sichel (oficialista, Chile Podemos), Gabriel Boric, do esquerdista Apruebo Dignidad, e Yasna Provoste, da centro-esquerdista Unidad Constituyente (AFP/Martín BERNETTI, Claudio REYES)

Os dois candidatos favoritos para as eleições presidenciais do Chile em 21 de novembro, o esquerdista Gabriel Boric e José Antonio Kast da extrema direita, empataram em uma nova pesquisa enquanto a campanha está paralisada por um caso de covid-19 e passa para a versão digital.

A pesquisa Criteria publicada nesta quinta-feira (4) mostra um empate técnico entre Boric (25%) e Kast (25%) em relação à crença da cidadania sobre quem será o próximo presidente do país, que substituirá o fortemente criticado Sebastián Piñera.

A única diferença entre ambos os candidatos está na intenção de voto, na qual Boric (24%) derrubou nesta semana o favoritismo ostentado por Kast (23%) na semana passada, embora as diferenças sejam praticamente nulas, assim como na pesquisa Data Influye publicada na última quarta-feira, com o esquerdista em primeiro nas intenções de voto (32%) e o ultraconservador pouco atrás (27%).

Boric, deputado de 35 anos e candidato do conglomerado Apruebo Dignidad - formado por Frente Ampla e Partido Comunista - confirmou na véspera seu contágio de coronavírus, o que fez todos os candidatos presidenciais se submeterem a uma quarentena por serem considerados contatos próximos, já que compartilharam fisicamente e sem máscaras um espaço de debate na Universidade do Chile na segunda-feira e, no dia seguinte, em um fórum de pequenas e médias empresas.

Tanto Kast, um advogado de 55 anos que se manifestou a favor da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990) e é simpatizante das políticas do presidente Jair Bolsonaro, quanto a senadora democrata-cristã Yasna Provoste (9%) e o liberal, oficialista e independente Sebastián Síchel (8%) suspenderam seus atos e viagens e terão que seguir a campanha eleitoral em suas casas e de forma digital.

Assim como Marco Enríquez-Ominami (6%) e Eduardo Artés (2%) da extrema esquerda. Já o candidato Franco Parisi (8%), do Partido Por la Gente, está nos Estados Unidos, só realiza sua campanha pela internet e ainda não voltou para o Chile.

Nesta quinta-feira, os candidatos participaram durante sua quarentena de um novo debate, em formato digital, em um fórum sobre governo e desenvolvimento de cidades.

As eleições têm o primeiro turno em 21 de novembro e, em caso de segundo turno, será decidido em 19 de dezembro. As eleições convocam 15 milhões de chilenos. Também serão renovados o Congresso e os 16 conselhos regionais.

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