Fazendeira convence caseiro a se entregar: "Apontou arma, mas pedi calma"

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O caseiro Wanderson Mota Protácio, suspeito de matar a mulher grávida, enteada e fazendeiro, se entrega à polícia em Goiás
O caseiro Wanderson Mota Protácio, suspeito de matar a mulher grávida, enteada e fazendeiro, se entrega à polícia em Goiás
  • Uma fazendeira afirmou ter convencido o caseiro Wanderson Mota Protácio a se entregar para a polícia

  • O rapaz estava foragido após ter matado a esposa grávida, a enteada e um fazendeiro

  • Pelas semelhanças nos crimes e na fuga, ele era chamado de "Novo Lázaro"

Uma fazendeira afirmou ter convencido o caseiro Wanderson Mota Protácio, de 21 anos, a se entregar para a polícia neste sábado (4). O rapaz estava foragido desde o último domingo (28), quando matou a própria esposa, grávida de quatro meses, e a enteada, de 2 anos e 8 meses, a facadas.

"Eu estava dormindo e meu marido havia saído para pegar leite. Ele bateu na janela, apontou a arma para mim, falou que era um assalto e que ia me matar. Eu pedi calma, falei pra ele ficar tranquilo que eu iria ajudá-lo", contou Cinda Mara à TV Anhanguera, afiliada da TV Globo em Goiás.

Cinda disse que, após ter conseguido acalmar Wanderson, ele chegou a tomar café e vestir uma camisa. Ela chamou o marido, que colocou o suspeito no carro e o levou até os policiais. A fazendeira chegou a tirar uma foto com Wanderson antes da prisão dele.

"Ele pediu bolacha, estava tremendo demais porque estava com muito frio. A gente deu uma blusa para ele vestir, aí ele vestiu a blusa. Sentei na frente dele e pedi para me olhar nos olhos. Ele estava com revólver, estava carregado, cheio de bala", contou ela, que foi conduzida a prestar depoimento na delegacia de Anápolis, a 55 quilômetros de Goiânia, local onde Wanderson se encontra preso.

Wanderson foi chamado de "Novo Lázaro" pelas semelhanças na crueldade dos crimes e na estratégia de fuga pelo Centro-Oeste do Brasil. Um colega, inclusive, contou que o caseiro já havia revelado ser fascinado por Lázaro Barbosa, assassino em série que assolou a região em junho.

Os agentes de segurança tinham apertado o cerco contra Wanderson nas cidades de Abadiânia e Alexânia, para onde ele teria ido após abandonar o carro roubado.

A polícia encontrou os corpos da mãe e da filha na cozinha da casa, que estava suja de sangue e cheia de pratos quebrados. No quarto do casal, agentes encontraram uma mala com roupas da mulher.

Depois de matar a mulher e a criança, Wanderson roubou a arma do patrão e foi até uma chácara vizinha. Lá matou o dono do local com um tiro e tentou estuprar sua esposa, que acabou levando um tiro no ombro. O homem, então, roubou o carro da chácara e fugiu.

Uma força-tarefa das Forças de Segurança Pública de Goiás trabalharam na captura. No total, 50 pessoas atuaram na operação, apoiadas por um helicóptero.

Wanderson já foi preso em flagrante por tentativa de feminicídio, em 2019. Na época, ele admitiu à polícia que esfaqueou nas costas a irmã de sua madrasta, Lucinelma Silva Pinheiro, de 18 anos, e que só parou o ataque porque a faca quebrou-se em três pedaços. Segundo o processo judicial, não havia motivação concreta para o crime.

"Devido a seu estado, tinha o intuito apenas de matá-la, mas não havia motivo de fazer tal ato e só o fez pois havia feito uso de drogas e bebida alcoólica", afirma um trecho do documento.

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