FBI cumpre mandado de busca na casa de Donald Trump, diz ex-presidente

O FBI cumpre mandado de busca e apreensão em um dos imóveis pertencentes a Donald Trump. (Foto: REUTERS/Brian Snyder)
O FBI cumpre mandado de busca e apreensão em um dos imóveis pertencentes a Donald Trump. (Foto: REUTERS/Brian Snyder)

O FBI cumpriu, na noite desta segunda-feira (8), um mandado de busca e apreensão em um dos imóveis pertencentes a Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos.

A casa, segundo o próprio Trump informou à emissora CNN norte-americana, fica em Mar-a-Lago, em Palm Beach, na Flórida. Ele não estava na casa no momento da ação.

Trump não quis relatar a razão de os agentes do FBI estavam em Mar-a-Lago, mas o ex-presidente disse que a operação não foi anunciada e "eles até arrombaram meu cofre".

"Minha linda casa, Mar-A-Lago, em Palm Beach, Flórida, está atualmente sitiada, invadida e ocupada por um grande grupo de agentes do FBI", disse ele em comunicado.

"Depois de trabalhar e cooperar com as agências governamentais relevantes, esta incursão não anunciada em minha casa não foi necessária nem apropriada", disse Trump em comunicado.

A residência de Mar-A-Lago "está atualmente sitiada, invadida e ocupada por um grande grupo de agentes do FBI", afirmou. "Eles até arrombaram meu cofre", acrescentou.

O Departamento de Justiça se recusou a comentar sobre a operação. O escritório de campo do FBI em Miami não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

A CNN informou que Trump não estava na propriedade no momento da invasão e que o FBI tinha um mandado de busca para entrar nas instalações.

Trump, que fez de seu clube em Palm Beach sua casa desde que deixou a Casa Branca em janeiro de 2021, geralmente passa os verões em seu clube de golfe em Bedminster, Nova Jersey, porque Mar-a-Lago normalmente fecha em maio para o verão.

O Departamento de Justiça dos EUA lançou uma investigação sobre a remoção de Trump de registros presidenciais oficiais da Casa Branca para sua propriedade na Flórida, disse uma fonte familiarizada com o assunto em abril.

A investigação ocorre depois que a Administração Nacional de Arquivos e Registros dos EUA notificou o Congresso em fevereiro de que havia recuperado cerca de 15 caixas de documentos da Casa Branca da casa de Trump na Flórida, algumas das quais com material sigiloso.

O Comitê de Supervisão da Câmara dos Deputados dos EUA na época anunciou que estava expandindo uma investigação sobre as ações de Trump e pediu aos Arquivo que entregasse informações adicionais. Trump já confirmou que havia concordado em devolver certos registros ao Arquivo, chamando de "um processo comum e rotineiro".