FBI investigará ataque a festival na Califórnia como caso de terrorismo doméstico

LOS ANGELES, EUA (FOLHAPRESS) - O FBI (polícia federal americana) abriu nesta terça-feira (6) uma investigação sobre terrorismo doméstico no caso do ataque a um festival gastronômico na Califórnia na semana passada. Ao menos três pessoas foram mortas.

Autoridades ainda não sabem o que motivou Santino William Legan, 19, a abrir fogo contra uma multidão em Gilroy, na Califórnia, no dia 28 de junho. 

Policiais chegaram a trocar tiros com Legan, que vestia um colete a prova de balas, e o atingiram. O suposto atirador se matou com um tiro na cabeça. 

Investigadores descobriram que Legan mantinha uma lista com possíveis alvos de violência, afirmou John Bennett, agente do FBI responsável pelo escritório de San Francisco. 

Um dos alvos potenciais foi o que ele de fato atacou: o festival anual do alho em Gilroy, afirmou Bennett. 

"O atirador parecia ter interesse em ideologias de violência variadas e contraditórias entre si", acrescentou. 

"Devido à descoberta da lista de alvos, bem como de outras informações que encontramos durantre essa investigação, o FBI abriu uma investigação de terrorismo doméstico sobre esse massacre." 

Antes do ataque, Legan postou em seu perfil em uma rede social um foto sua mostrando uma placa com um alerta para o alto risco de incêndios florestais. A legenda instava as pessoas a lerem "Might is Right", um tratado racista e sexista escrito no século 19. 

Os investigadores estão vasculhando outras postagens de Legan em busca de pistas sobre sua motivação. 

Sua lista de alvos continha organizações ao redor do país, incluindo instituições religiosas e organizações políticas relacionadas tanto com o Partido Democrata quanto com o Republicano. 

Segundo Bennett, ele não deixou um manifesto. 

Um ataque a tiros que matou ao menos 20 pessoas em um supermercado da rede Walmart em El Paso, no Texas, no último sábado (3), também está sendo tratado como um caso de terrorismo doméstico.

O governador do Texas, Greg Abbott, afirmou que o ataque parece ser um crime de ódio, e a polícia citou um manifesto atribuído ao suspeito como evidência de que o atirador agiu com motivações raciais.