FDA aprova uso de smartwatch para detectar sintomas de Parkinson, entenda

A Food and Drug Administration (FDA), agência de saúde que regula medicamentos nos EUA, autorizou a startup Rune Labs, de São Francisco, a utilizar o Apple Watch no monitoramento de tremores e outros sintomas comuns em pacientes com Parkinson.

Autotestes de Covid-19: Vendas sobem até 3 000% em um mês, saiba como fazer o exame com segurança

Varíola dos macacos: Minas Gerais investiga suspeita de primeira morte do país

Já teve Covid? Saiba quanto dura a imunidade, o que muda na reinfecção e como estar preparado

Um grupo de pesquisadores da empresa de tecnologia americana já havia publicado um estudo em 2021, na revista Science Translational Medicine, mostrando que o relógio era eficaz para monitorar sintomas da doença.

O aplicativo desenvolvido pela startup vai usar os sensores de movimento – como ele já o usa para contar passos – integrados ao relógio para detectar quedas. Além disso, dados do Apple Watch serão combinados com informações de outras fontes relacionados a medicina, como um implante Medtronic que vai poder medir sinais cerebrais.

Parkinson: os benefícios do boxe para quem sofre da doença

A combinação desses dados servirá para ajustar o tratamento dos pacientes. Em entrevista à Reuters, o presidente-executivo da Rune Labs, Brian Pepin, chamou a inovação de “medicina de precisão”. Segundo ele, a maioria dos médicos precisa de anos para observar os sintomas de parkinson em um paciente durante uma breve visita clínica. Toda essa etapa será feita pelo relógio que medirá e coletará um fluxo contínuo de dados e enviará diretamente ao profissional.

“No processo de dar a alguém a terapia ideal, a combinação de medicamentos e dispositivos, ou até mesmo definir se um paciente pode ou não ser adequado para determinado ensaio clínico, é uma decisão muito difícil quando você tem apenas um pouco do contexto”, explicou o presidente.

Entrevista: 'É preciso falar mais dos idosos que saem do armário, eles existem e são vulneráveis', diz geriatra

Não é de hoje que a Apple visa fazer parcerias com startups relacionadas à saúde física e mental. Recentemente ela fechou um acordo com a Johnson & Johnson para estudar se o smartwatch pode ser usado para reduzir o risco de derrame.

Parkinson

Estima-se que a doença neurológica degenerativa atinja cerca de 200 mil pessoas no Brasil e 1% da população mundial acima dos 65 anos – faixa etária onde é mais frequentemente acometida.

Da limpeza à temperatura no fogão: como usar corretamente a panela antiaderente

A enfermidade que afeta o sistema nervoso central, e diminui drasticamente a produção de dopamina, neurotransmissor com papel fundamental na função motora, tem como principais sintomas os tremores, as quedas involuntárias, a rigidez nos músculos, lentidão nos movimentos e alterações na fala e na escrita. Além disso, pessoas com Parkinson podem apresentar sintomas não motores também, como dores, cansaço, depressão, insônia, alteração de memória e tontura.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos