Fechamento do Teatro Maison de France será temporário, afirma consulado francês

Gabriel Morais

RIO — O fechamento do Teatro Maison de France não será definitivo, de acordo com o próprio Consulado-Geral da França no Rio de Janeiro. O governo francês decidiu não renovar o contrato de concessão com o atual administrador, o Instituto Molière, por falta de recursos financeiros para bancar as obras necessárias no local. O teatro irá reabrir assim que for acertado com um novo administrador, e os reparos forem feitos. A informação do fechamento foi noticiada primeiramente pela coluna de Ancelmo Gois.

Segundo o próprio consulado, o local ainda terá exibições até ser fechado, no fim de abril. Ainda não há uma previsão para o teatro ser reaberto. De acordo com uma nota publicada no site do consulado, o Instituto Molière, "apesar de seus esforços de prospecção", não conseguiu "firmar, este ano, contratos com novos operadores e promotores, cujo aporte financeiro é indispensável para o funcionamento do teatro".

A publicação ainda explica que, quase vinte anos após a última grande reforma no teatro, são necessárias novas obras, principalmente "no que diz respeito às normas de segurança". Ainda segundo o texto, "As obras foram orçadas em cerca de 5 milhões de reais, o que representa um custo alto demais para uma associação como o Instituto Molière".

O "Missa para Clarice, um espetáculo sobre o homem e seu deus", que está em cartaz no Maison de France desde fevereiro, encerra temporada apenas no dia 5 de abril.

Pelo Teatro Maison de France já passaram como Fernanda Montenegro, Fernando Torres (1927-2008), Paulo Autran (1922-2007), Marilia Pêra (1943-2015), Bibi Ferreira (1922-2019), entre outros importantes nomes do teatro nacional. Foi ali também que Tônia Carreiro (1928-2018) fez, ao lado de Mauro Mendonça, a sua última peça de teatro "Um Barco para o Sonho".