FecomercioSP lança guia com orientações ESG para cadeia de fornecedores

Com o objetivo de ajudar as empresas, especialmente as pequenas e médias (PMEs), a integrarem cada vez mais práticas sustentáveis em seu dia a dia, o Comitê ESG da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) acaba de lançar um guia orientativo para engajamento da cadeia de fornecedores nas práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).

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O guia oferece uma série de sugestões para os principais momentos em que as empresas se relacionam com seus fornecedores:

Na homologação, quando os documentos dos fornecedores são exigidos e, posteriormente, analisados pela empresa contratante;

Na fase da qualificação, quando é realizada uma classificação dos riscos da contratação;

Na avaliação, após a celebração do contrato, mediante pesquisa de satisfação com as áreas internas que são “clientes” dos serviços ou produtos adquiridos;

E no desenvolvimento, que envolve uma parceria para o engajamento do fornecedor – que é opcional e exige esforço adicional de ambos os lados.

O Guia traz, para cada um desses momentos, dicas de quais aspectos ESG avaliar. Na fase da homologação, por exemplo, as empresas podem solicitar, aos fornecedores classificados como grandes geradores (que geram mais de 200 litros diários de resíduos), o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS).

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Já no período de qualificação, o guia destaca a classificação do grau de risco do fornecedor, verificando a real necessidade de certificações, como qualidade ou saúde e segurança do trabalho, e a periodicidade de re-homologação, por exemplo.

O material foi desenhado a partir das discussões no Laboratório Melhores Práticas Corporativas para Engajamento ESG da Cadeia de Valor, organizado pelo comitê de março a agosto deste ano, com colaboração de diversas empresas. O conteúdo se vale das experiências tanto de quem depende de suprimentos para suas operações quanto de quem é responsável por fornecer produtos ou serviços para organizações.

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Orientações a MPEs

Apesar de muitas Micro e Pequenas Empresas (MPEs) acharem que só empresas de grande porte precisam e têm condições de adotar práticas ESG com sua cadeia de fornecimento, as menores também podem. O guia traz, por exemplo, sugestões simples, como a análise de quem são os agricultores familiares com que se relaciona, avaliando se há trabalhos infantil e análogo ao escravo, práticas condenadas no âmbito ESG.

Para baixar o Guia, acesse o site da FecomercioSP.