FecomercioSP vai apoiar manifesto da Fiesp em defesa da democracia

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) vai subscrever o manifesto empresarial pró-democracia “Em Defesa da Democracia e da Justiça”, encaminhado à entidade pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Ao todo, há ao menos dez adesões de instituições da sociedade civil ao documento.

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Como O GLOBO tem mostrado, o texto é articulado pelo presidente da Fiesp, Josué Gomes da Silva, filho do ex-vice-presidente nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva, José Alencar, morto em 2011.

"Como representante de alguns dos setores empresariais mais importantes para a economia do país, a FecomercioSP entende que os preceitos democráticos são inegociáveis, tais como o Estado democrático de direito e a lisura do processo eleitoral", diz a entidade em nota.

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O manifesto empresarial será divulgado até o dia 11 de agosto, data em que a Faculdade de Direito da USP realizará um evento em defesa da democracia. Na ocasião, um outro documento, organizado por juristas e intitulado "Carta aos Brasileiros", que reúne assinaturas individuais, será lido em ato público. A carta tem mais de 350 mil assinaturas até o momento.

Além de Gomes, participa da organização do texto empresarial um grupo chamado Comitê de Defesa da Democracia, formado, entre outros, pela socióloga Neca Setubal; o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga; a cientista política Maria Hermínia Tavares de Almeida; o ex-ministro da Segurança Pública Raul Jungmann; e o advogado e membro da Comissão Arns Oscar Vilhena Vieira.

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Estão nesse mesmo comitê, ainda, figuras que já foram antagonistas na política brasileira, como os ex-ministros da Justiça Miguel Reale Júnior, um dos proponentes do pedido que resultou no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, e José Eduardo Cardozo, ministro no governo Dilma e advogado da presidente no processo de impedimento.

“A estabilidade democrática, o respeito ao Estado de Direito e o desenvolvimento são condições indispensáveis para o Brasil superar os seus principais desafios”, diz trecho do manifesto ao qual O GLOBO teve acesso.

Além da Fiesp e da FecomercioSP, o texto teve o apoio da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), cujo presidente do conselho é o ex-ministro da Agricultura Blairo Maggi (PP); da Câmara Americana de Comércio Para o Brasil (Amcham), presidida por Luiz Pretti (ex-Cargill); e do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), que tem o empresário Dan Ioschpe na presidência do conselho.

Assinam, também, a Comissão Arns, o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e o Instituto dos Advogados de São Paulo (IASP), segundo o advogado Oscar Vilhena.

"Muito estará em jogo nas eleições deste ano no Brasil, e nós da Amcham reforçamos a confiança no sistema eleitoral brasileiro. Como entidade centenária, entendemos também a importância do setor privado se manifestar de maneira apartidária e independente, bem como contribuir de forma ativa para o debate público do Brasil que desejamos e sonhamos", afirmou ao GLOBO o presidente do conselho de administração da Amcham, Luiz Pretti (ex-Cargill).

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