Fed anuncia ação coordenada com cinco BCs para garantir dólares no mercado

O Globo, com agências internacionais

NOVA YORK — Um grupo de seis Bancos Centrais, incluindo o Federal Reserve (Fed, a autoridade monetária dos Estados Unidos) anuciou uma ação coordenada para facilitar o acesso a dólares diante das distorções nos mercados causada pela pandemia de coronavírus.

Também fazem parte deste acordo as autoridades monetárias de Europa, Inglaterra, Japão, Suíça e Canadá.

O Fed informou, em comunicado, que busca melhorar a eficácia das linhas de swap cambial. Para isso, os bancos centrais envolvidos concordaram em aumentar a frequência das operações com vencimento de 7 dias de semanais para diárias.

Essas operações diárias começarão na próxima segunda-feira e continuarão pelo menos até o fim de abril, destacou o comunicado.

O swap cambial é um contrato que equivale a compra de dólares no futuro. Quem compra, empresa ou investidor, se protege da variação do dólar e, em tese, não precisa comprar a moeda, o que evitaria um possível aumento no valor.

O Fed destacou que as linhas de swap entre Bancos Centrais são instrumentos já disponíveis e em circulação, que servem como um suporte importante à liquidez cujo objetivo é reduzir tensões na oferta de crédito a empresas e pessoas físicas, tanto no país como no exterior.

Inicialmente, os bancos anunciaram há cinco dias que estavam intensificando sua cooperação nas linhas de troca de dólares, quando concordaram com a troca de moedas para garantir liquidez nos mercados.

Na véspera, em uma outra ação coordenada, também com o Fed e incluindo o BC brasileiro, as autoridades monetárias chegaram a um acordo que prevê troca de reservas em dólar de até US$ 450 bilhões.

A medida prevê a realização de operações de swap entre os bancos centrais. Nessa operação, o Banco Central brasileiro, por exemplo, faz uma compra de dólares com compromisso de vendê-los para o Fed posteriormente, com o pagamento de juros.