Fed anuncia alta de 0,75 ponto percentual na taxa de juros pela 4ª vez seguida para combater inflação

O Federal Reserve (Fed), banco central americano, subiu mais uma vez a taxa básica de juros dos Estados Unidos em 0,75 ponto percentual. Esse é o quarto aumento dessa magnitude e a sexta alta consecutiva, com o objetivo de combater a inflação.

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Com a elevação, agora os juros estão na faixa entre 3,75% e 4%, maior nível desde janeiro de 2008, à medida que o banco central estende sua campanha de aperto mais agressiva desde a década de 1980. A decisão já era esperada pelo mercado.

O Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês) disse que “aumentos contínuos” provavelmente serão necessários para retornar a inflação a 2% ao longo do tempo. Além disso, apontou que, para determinar o ritmo de aumentos futuros, o comitê levará em consideração "o aperto acumulado da política monetária, as defasagens com que a política monetária afeta a atividade econômica e a inflação”

Mesmo com dados de emprego apertados, o mercado aguarda um anúncio de desaceleração nas próximas altas que pudesse beneficiar as bolsas de Wall Street. Fabio Fares, especialista em análise macro da Quantzed, explica que demora, em média, nove meses para que o aumento de juros comece a ser sentido na economia e tenha seu efeito concretizado.

Na última terça-feira, o ex-secretário do Tesouro Larry Summers publicou no Twitter um post criticando o "coro crescente" para o Fed interromper os aumentos das taxas de juros logo. Em sua visão, o banco central deve "permanecer no curso atual e depois avaliar as coisas", já que a a alta inflação é muito difícil de parar.

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"A grande maioria dos esforços para deter a inflação falhou nos países industrializados. Se o Federal Reserve não cumprir a expectativa atual de que as taxas se aproximarão de 5%, os mercados e outros verão isso como uma flexibilização", postou.

Powell está tentando conter a inflação mais alta em 40 anos, em meio a críticas de que ele demorou a responder ao aumento dos preços no ano passado. Os aumentos abalaram os mercados financeiros, já que os investidores temem que o Fed possa desencadear uma recessão.