Andreolli, Chico Pinheiro e outros âncoras dão lição em Maurício Souza

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Felipe Andreolli e Mariana Spinelli rechaçaram as atitudes de Maurício Souza (foto: reprodução / instagram @felipeandreolli @marianaspinelli @mauriciosouza17
Felipe Andreolli e Mariana Spinelli rechaçaram as atitudes de Maurício Souza (foto: reprodução / instagram @felipeandreolli @marianaspinelli @mauriciosouza17

Resumo da Notícia:

  • Maurício Souza foi demitido após a sociedade pressionar os patrocinadores do clube sobre o posicionamento do atleta

  • Após a demissão, várias pessoas ligadas ao esporte se pronunciaram apoiando o movimento do clube

  • O jogador também não estará mais no time principal da Seleção Brasileira de Vôlei

O movimento que culminou na demissão do jogador de vôlei Maurício Souza do Minas Tênis Clube nesta quarta-feira (27) ganhou os jornais de todo o país e a reprovação de âncoras importantes no meio esportivo.

“Maurício, homofobia não é opinião, é crime, cara. Mata! Você fez essa ofensa nas redes sociais que você tem mais de 300 mil seguidores. Depois foi pedir desculpa em uma que tem 50? Atitude covarde, né? Outra coisa, essa questão não é política”, afirmou Felipe Andreolli durante o “Globo Esporte”.

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Ele continuou pontuando o pedido de desculpas que o jogador fez antes de ser desligado. “Você não foi demitido do Minas porque é conservador, de direita ou religioso, nem por causa da ‘lacração da internet’. Você foi demitido porque foi homofóbico e, pelo jeito, não se arrependeu. Homofobia é crime e não se respeita!”, completou.

O âncora do “Bom Dia Brasil”, Chico Pinheiro, também abordou o fato com ênfase. “Em hipótese nenhuma, qualquer postura homofóbica, por mais que ela seja considerada uma ‘opinião’, porque não existe opinião homofóbica, não é assim que a coisa funciona, pode ser relevada”, avaliou.

“Não concordo com essa tag. Não sou ele, não me considero ele, e acho super importante que um país que mata muito por causa da homofobia tenha uma postura que rechaça esse tipo de coisa. Sim, gente, temos que levar a sério, porque todos nós precisamos ser considerados iguais, seres humanos”, continuou.

O experiente jornalista ainda refletiu sobre o objeto da questão: “Vai dar em afeto, em amor, em alegria, em pessoas felizes, é aí que vai dar. Agora, se alguma pessoa se sente, sei lá, balançada por esse tipo de imagem, o problema não é quem está se beijando, o problema é que talvez o que essa pessoa considera como masculinidade seja uma coisa mais frágil. Gente, de boa, vamos parar com isso”, concluiu.

Mariana Spinelli, que apresenta o “SportsCenter” da ESPN Brasil, também se posicionou. “É crime, é covardia, é mau-caratismo. Esse cara foi mau-caráter comigo. Não me surpreendo em nada, porque esse cara é homofóbico assumido e clássico. Tem aquela história: você entra em uma sala, se há seis nazistas sentados e você senta são sete nazistas. Se você defende alguém que teve uma fala homofóbica, você é homofóbico”, concluiu.

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