Felipe Neto revela que perdeu contrato por causa do governo e briga com Eduardo Bolsonaro

Anita Efraim
·4 minuto de leitura
Felipe Neto revelou que perdeu contrato por "pedidos de cima" (Foto: Reprodução)
Felipe Neto revelou que perdeu contrato por "pedidos de cima" (Foto: Reprodução)
  • Felipe Neto disse ter pedido contra 99% fechado por "pedidos de cima"

  • Nas redes sociais, Eduardo Bolsonaro respondeu o youtuber

  • Recentemente, Neto foi notificado judicialmente por chamar o pai de Eduardo, o presidente Jair Bolsonaro, de genocida

Em pé de guerra com a família Bolsonaro, o youtuber Felipe Neto discutiu com Eduardo, filho 03 do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nas redes sociais. A briga aconteceu pelo Twitter durante a madrugada.

Felipe Neto revelou que “perdeu mais uma campanha publicitária, em função de ‘pedidos de cima’”, referindo-se ao governo federal. Segundo o youtuber, o acordo estava 99% fechado. “Mais um valor enorme”, relatou. “Continuarei sem recuar um passo.”

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Eduardo Bolsonaro compartilhou o post de Felipe Neto e escreveu: “Canceladores reclamando de serem cancelados...”.

O youtuber rebateu e relembrou os casos de rachadinha e lavagem de dinheiros, crimes pelos quais o 01, Flávio Bolsonaro, é acusado. “Tô reclamando não, bananinha, estou só relatando. Dinheiro aqui não falta e nem vai faltar. Só que é tudo declarado e sem assessor sacando salário em dinheiro vivo. E também sem loja de chocolates”, escreveu Neto.

Notícia-crime contra Felipe Neto

Recentemente, o irmão de Eduardo, Carlos Bolsonaro, o 02, entrou com uma notícia-crime contra Felipe Neto. O youtuber chamou o presidente Jair Bolsonaro de genocida pela condução da pandemia no Brasil. Ele teria sido enquadrado na Lei de Segurança Nacional.

“A clara tentativa de silenciamento se dá pela intimidação. Eles querem que eu tenha medo, que eu tema o poder dos governantes. Já disse e repito: um governo deve temer seu povo, NUNCA o contrário. Carlos Bolsonaro, vc não me assusta com seu autoritarismo. Não vai me calar”, escreveu Felipe Neto em sua conta no Twitter.

Felipe Neto explica por que usou o termo

O youtuber aproveitou a postagem de sua intimação para esclarecer os motivos que o levaram a chamar o presidente de genocida. Segundo Neto, a atribuição do termo se dá pelo que ele chama de “nítida ausência de política de saúde pública” do governo em meio à pandemia do coronavírus.

“Minha atribuição do termo “genocida” ao Presidente se dá pela sua nítida ausência de política de saúde pública no meio da pandemia, o que contribuiu diretamente para milhares de mortes de brasileiros. Uma crítica política não pode ser silenciada jamais!”, afirmou o youtuber.

Apoio do PT

O ex-presidente Lula manifestou solidariedade ao youtuber Felipe Neto. O produtor de conteúdo foi intimado pela polícia a prestar depoimento por chamar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de genocida.

“Manifesto minha solidariedade a Felipe Neto. Que a tentativa de intimidação e censura desse desgoverno não o impeça de continuar se manifestando livremente, como é próprio da democracia, independente de sua posição. O silenciamento é uma das armas do fascismo”, postou o petista nas redes sociais.

Fernando Haddad (PT) também saiu em defesa do youtuber Felipe Neto. Em uma entrevista ao canal TVT, Haddad lembrou que ele e o governador de São Paulo já fizeram as mesmas críticas ao presidente, mas nunca foram intimados. “Hoje o João Doria chamou Bolsonaro de genocida. Processa o Doria, pô. Seja homem”, disse.

Suspenção de investigação

Uma liminar na Justiça do Rio de Janeiro suspendeu a investigação contra o youtuber Felipe Neto, que tinha depoimento marcado para esta quinta-feira (18) por chamar o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), de "genocida". Assim, a fala do youtuber fica suspensa.

A juíza Gisele Guida de Faria ressalta, na decisão, que a competência do caso não é da Polícia Civil, mas sim da Polícia Federal.

“Vale ainda ressaltar, que além do fato da autoridade impetrada não possuir atribuição para a investigação em tela, que é, repita-se, da Polícia Federal, cuidando-se, em tese, de crime praticado contra a honra do Presidente da República e previsto na Lei de segurança Nacional, sua apuração somente poderia ter sido iniciada por requisição do Ministério Público, de autoridade militar responsável pela segurança interna ou do Ministro da Justiça”, afirma a magistrada.