Felipe Neto trocou ataques aleatórios por críticas contundentes: veja em dez atitudes a evolução do youtuber

Naiara Andrade
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Felipe Neto: grande repercussão com participação em programa de TV

Onde foi parar aquele rapaz de cabelo tingido em tons fluorescentes, que ganhou fama detonando boybands coloridas, a saga literária “Crepúsculo” e o então ídolo teen Justin Bieber, entre outras celebridades e temas cotidianos de 2010? Uma década depois, o tom crítico de Felipe Neto permanece, com ressalvas. E o youtuber que já foi “cancelado” por posturas machistas e homofóbicas reviu seus conceitos. “Eu era muito jovem. Não é tão fácil amadurecer com muita gente olhando. Errei muito no passado e aprendi com esses erros. Eu me disponibilizei a ouvir as pessoas e a me corrigir”, assumiu o carioca de 32 anos, cria do Engenho Novo, em sabatina na última segunda-feira, dia 18, no “Roda viva” da TV Cultura.

 

A repercussão da entrevista a um programa tão conceituado da televisão chegou às redes sociais, terra em que Felipe Neto reina: em hashtags no Twitter, onde acumula 11,5 milhões de seguidores, seu nome chegou a ser replicado 177 mil vezes por hora. No YouTube — onde seu canal soma 38 milhões de inscritos —, o vídeo do programa alcançou mais de 700 mil visualizações poucas horas depois de exibido na TV.

 

Em uma hora e meia no ar, Felipe discorreu sobre as polêmicas de sua carreira (confira as maiores abaixo), vegetarianismo, depressão, a paixão pelo Botafogo e até “Big Brother Brasil”. Mas a política foi o tema predominante, como vem acontecendo em seus canais de comunicação há pelo menos quatro anos, e com afinco mais recentemente: em agosto passado, ele bateu de frente com a censura do prefeito do Rio, Marcello Crivella, na Bienal do Livro; no último dia 9, convocou outros influenciadores a se posicionarem “contra o regime fascista de Jair Bolsonaro”.

Inflamou tantos seguidores, que já tem quem queira ver o youtuber, empresário, ator, comediante, escritor e influencer ocupar um cargo público de destaque. “Não tenho qualquer interesse político neste momento. Nem qualquer projeto de poder. Inclusive, não tenho nem idade para ser candidato em 2022”, descartou ele, complementando: “Não há salvadores da pátria. A política vive de engrenagens, diálogos, para solucionar problemas coletivamente”. Discurso, ele tem.

Em fevereiro de 2017, veio à tona que o Ministério da Educação e Cultura do governo Michel Temer tinha pago cerca de R$ 295 mil a youtubers para que defendessem a reforma do ensino médio. Felipe Neto confirmou que foi procurado e disse que negou a oferta.

Em março de 2017, o pastor Silas Malafaia propôs um boicote à Disney por causa de um beijo gay entre dois personagens do desenho “Star vs. as forças do mal”. Felipe Neto comprou a briga com o religioso e os dois se processaram criminalmente, mutuamente.

 

No mesmo ano de 2017, Felipe se envolveu financeiramente com o Botagogo, seu time do coração. Nos últimos dois jogos do Brasileirão daquele ano, o clube estampou a marca da rede de coxinhas Neto’s (empresa que tinha em sociedade com seu irmão, Luccas Neto) em seu uniforme. E a venda de camisetas infantis oficiais aumentou em cerca de 500%.

 

Em maio de 2018, Felipe foi vaiado ao receber o prêmio de “Ícone Miaw”, o mais importante da noite na edição do “MTV Miaw 2018”. E disse ao público: “Pode pegar essa vaia e ir embora frustrado, porque eu vou embora feliz pra caramba!”

 

Em julho de 2018, teve um vídeo seu com nudes vazado. Além de tomar as medidas judiciais cabíveis, o youtuber tratou o episódio com humor e reuniu em vídeo os memes mais criativos sobre o caso.

No fim de 2018, os internautas tomaram conhecimento de uma rixa dos youtubers xarás: Felipe Neto e Felipe Castanhari. Os dois estavam brigados há anos e se reaproximaram.

 

Em janeiro de 2019, Felipe se envolveu em polêmica com a família da cantora mirim MC Melody. Ele disse que não falaria mais dela enquanto a garota, de 11 anos na época, fosse sensualizada em seus clipes musicais.

Em agosto do ano passado, o digital influencer decidiu fechar a rede de coxinhas Neto’s por adotar o vegetarianismo para a vida.

 

No mesmo mês, envolveu-se em polêmica com o prefeito do Rio, Marcelo Crivella, que proibiu a venda de um gibi da Marvel durante a Bienal do Livro porque continha a imagem de dois rapazes se beijando. Em contrapartida, Felipe comprou todos os 14 mil livros com temática LGBT do evento e distribuiu gratuitamente ao público. As obras vinham embrulhadas num plástico preto com os dizeres: “Este livro é impróprio para pessoas atrasadas, retrógradas e preconceituosas”.

Em 9 de maio deste ano, divulgou uma “vídeo-carta aberta para todos os artistas e influenciadores do Brasil”: “Acabou a passada de pano. Influenciador que não se manifesta agora é cúmplice. Estamos oficialmente contra um regime fascista, e quem se cala perante o fascismo é fascista. Ponto final”, afirmou, alfinetando os famosos que se isentam em relação ao governo de Jair Bolsonaro.