Homem se entrega à polícia após estrangular ex-mulher: "Quero pagar"

A agente de saúde Áurea Schölemberg, de 43 anos, foi estrangulada até a morte pelo ex-marido em Jaraguá do Sul (SC). (Foto: Reprodução/Redes Sociais)
Vítima de feminicídio: A agente de saúde Áurea Schölemberg, de 43 anos, foi estrangulada até a morte pelo ex-marido em Jaraguá do Sul (SC). (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

Os número de casos de feminicídio não param de crescer no Brasil. Nesta sexta-feira (12), um homem que estrangulou até a morte a ex-esposa acabou se entregando à polícia. O caso aconteceu em Jaraguá do Sul, cidade que fica a 186 km da capital de Santa Catarina.

De acordo com informações apuradas pelo G1, a vítima era agente comunitária de saúde do município e foi encontrada morta em casa pela filha do casal, de 15 anos.

A adolescente contou à polícia que escutou a mãe, Áurea Schölemberg, de 43 anos, pedindo socorro e que a encontrou deitada no chão do quarto já sem os sinais vitais. De acordo com a polícia, a garota viu o pai saindo do quarto onde ele e a mãe discutiram. Ela afirmou ainda que o pai fugiu com o carro em alta velocidade.

No mesmo dia do crime, mas já à noite, o homem foi até a delegacia e, em depoimento, teria dito que “queria pagar” pelo crime que cometeu. Ele foi preso, mas não teve a identidade revelada.

De acordo com o delegado Caleu Henrique Gomes de Mello, à frente do caso, o suspeito “não demonstrou qualquer tipo de emoção ou arrependimento" durante o depoimento .

O casal já estava separado desde o ano passado, mas segundo a filha adolescente, eles viviam juntos “por conveniência financeira”. O crime foi cometido por ciúmes, pois a mulher já tinha um novo namorado, conforme depoimento do suspeito à polícia.

​Condolências

O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Jaraguá do Sul e Região (Sinsep) divulgou uma nota prestando condolências aos familiares da servidora morta pelo ex-marido. Na publicação, a entidade manifestou "profunda tristeza" pelo ocorrido e definiu a situação como "uma tragédia irreparável".

"Em pleno Agosto Lilás, uma campanha de enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher, e ao celebrarmos os 16 anos da Lei Maria da Penha, instrumento de luta por uma vida livre de violência, esse fato deixa todos consternados e indignados", condenou o sindicato.