Feministas protestam contra ministros de Macron acusados de estupro e machismo

Andréa Martinelli
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“Se você é acusado de estupro, pode se tornar um novo ministro na França.” Em tom assertivo, feministas francesas repudiaram formalmente e foram às ruas em meio à pandemia do novo coronavírus para protestar contra a nomeação de dois novos ministros pelo presidente Emmanuel Macron.

Gerald Darmanin, ministro do Interior, é acusado de estupro e Eric Dupond-Moretti, ministro da Justiça, é conhecido pela de defesa de criminosos, agressores sexuais e por repudiar o movimento #MeToo.

Em comunicado divulgado nesta semana, organizações e coletivos de mulheres denunciam a escolha do governo. Em nota, elas afirmam que “não poderíamos imaginar um cenário pior” e acusam Macron de sustentar estrutura misógina.

Na última terça-feira (7), dezenas de manifestantes foram às ruas do centro de Paris, na Praça da Madeleine, utilizando máscaras de proteção e levando cartazes afirmando que o “governo não se importa com a vida das mulheres”. Outros também pediam a demissão de ambos os ministros.

A primeira manifestação contra as nomeações foi realizada nesta semana e outros coletivos prometem continuar com a mobilização nos próximos dias.  
A primeira manifestação contra as nomeações foi realizada nesta semana e outros coletivos prometem continuar com a mobilização nos próximos dias.

Três ativistas que foram identificadas como do grupo radical “Femen”, protestaram no Palácio do Eliseu, também em Paris. Uma delas estava com a frase “RIP The Promises” (Promesas, descanse em paz, em tradução livre) escrita na pele. A ação aconteceu pouco antes de Macron realizar sua primeira reunião de gabinete com a nova equipe. As três foram detidas pela polícia.

“Três anos após o #Metoo, o governo nos leva a um caminho que nos condena a uma marcha reversa”, diz texto dos coletivos...

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