Fernández critica oposição por acusações relacionadas a avião venezuelano na Argentina

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O presidente argentino, Alberto Fernández, reforçou neste sábado que não existe "nenhuma irregularidade" em relação ao avião com tripulação iraniana e venezuelana que se encontra no país, e acusou a oposição de querer mostrar "algo que não é" ao vinculá-lo ao terrorismo.

“Eles quiseram mostrar algo que não é, algo sombrio, algum movimento obscuro do governo (...). Mas claro, como é a oposição, tratou de se aproveitar", disse Fernández à Radio 10.

Segundo o presidente, o problema com a aeronave se limita às dificuldades de reabastecimento devido às sanções dos Estados Unidos que pesam sobre a Venezuela e o Irã, atual e ex-proprietário da aeronave.

"Chegou um avião venezuelano sem nenhuma irregularidade. Havia cinco iranianos a bordo, em relação aos quais, até onde sabemos, não há nenhum tipo de restrição. Nem em relação aos venezuelanos", declarou Fernández.

Procedente do México, o Boeing 747 chegou à Argentina no dia 6 de junho com um carregamento de autopeças. Sem poder abastecer em Buenos Aires, ele tentou viajar para o Uruguai em 8 de junho, mas as autoridades uruguaias lhe negaram a entrada e ele teve que retornar ao aeroporto de Ezeiza.

Atualmente, o avião está sob investigação judicial, assim como sua tripulação composta por 14 venezuelanos e cinco iranianos, que estão proibidos de deixar o país.

A aeronave pertence à empresa Emtrasur, subsidiária da empresa venezuelana Conviasa. Foi comprada há um ano da companhia aérea iraniana Mahan Air.

Nos primeiros relatórios, o ministro da Segurança da Argentina, Aníbal Fernández, afirmou que um tripulante tinha a "condição de homônimo" de um membro da Al Quds, a força de elite da Guarda Revolucionária Iraniana, classificada como organização terrorista.

Mas na sexta-feira, o chefe do serviço de inteligência paraguaio, Esteban Aquino, afirmou que Gholamreza Ghasemi não tinha o mesmo nome de alguém ligado a esse grupo, mas se tratava da própria pessoa, e que por isso alertaram os países da região.

A Argentina considera sensível a presença de viajantes iranianos, devido aos alertas que se aplicam aos ex-governantes da República Islâmica pelo ataque contra o centro judaico da AMIA em 1994, que deixou 85 mortos e cerca de 300 feridos.

Depois de saber da retenção do avião, o Irã atribuiu a medida à "propaganda" e "operações psicológicas".

A Venezuela acusou o Uruguai de ter colocado a vida da tripulação em "grave risco" ao impedir sua entrada para reabastecimento.

ll/mr/jc

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