Fernanda Abreu, eterna 'garota carioca', elogia a 'girl from Rio' Anitta e fala em música juntas: 'É inteligente, tem suingue'

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"Garota carioca suingue sangue bom". Assim Fernanda Abreu, de 60 anos, é eternamente reconhecida. Para as gerações de hoje, o posto de símbolo da mulher do Rio de Janeiro pode ter outro rosto: o de Anitta. A Poderosa de Honório Gurgel adotou "girl from Rio" como uma marca após o lançamento da música com esse nome. Mas não há espaço para substituição no posto. Muito menos para rivalidade.

— Existem tantas mulheres que representam a feminilidade, a nossa mulher carioca. A Anitta, eu acho uma grande representante da mulher carioca, é empreendedora, inteligente, tem suingue, sagacidade, naturalidade, espontaneidade. Ela é uma grande representante da nova geração — derrete-se Fernanda, que defende que nesse papel de representante da cidade há espaço para muitas: — Esse é um posto em que cabe muita gente. Acho que comecei lá atrás com essa história de “garota carioca suingue sangue bom”, mas tem muitas outras mulheres também. E não só cantoras. Regina Casé, Juliana Paes, Mart'nália... São mulheres que mostram a diversidade, mas têm essa vibe do Rio de Janeiro, essa carioquice. Nesse bonde cabe muita gente!

Ver a "girl from Rio" levando a música brasileira para o mercado internacional e instalar paredões de som para tocar um set de funk no festival Coachella, nos Estados Unidos, por exemplo, é motivo de orgulho para Fernanda, que enxerga a Poderosa como "uma grande representante" do funk carioca para o mundo:

— Ver essa trajetória do funk conquistando o Brasil e a gente sempre ali defendendo me deixa muito feliz. Apesar de ainda existir preconceito na sociedade, o ritmo chegou num lugar importante na música dançante. A Anitta levou muito isso, foi uma grande representante.

Percussora dos gêneros dançantes no Brasil, Fernanda — que tem um showzaço marcado para o próximo sábado, no Parque Madureira, na Zona Norte do Rio, cheio de convidados especiais e muita música — se diz "muito feliz" em ver o cenário musical com cada vez mais mulheres ocupando lugares de destaque com ritmos como o pop e o funk. Ela pontua:

— A música sempre foi um lugar muito masculino, não só de músicos homens, mas também executivos de gravadora, técnicos etc. Cada vez mais temos a mulherada entrando nesse circuito de maneira muito poderosa. Você vê quantas mulheres hoje estão aí despontando no cenário pop e de outros gêneros musicais, como Ludmilla, Anitta, Luísa Sonza, Iza, Duda Brack...

Acostumada também a ouvir que é a "mãe do pop dançante", como ela mesmo conta, Fernanda deixa o orgulho que sente das herdeiras nítido:

— Lá atrás, nos anos 90, comecei com aquele disco dançante pop onde a cena era mais rock vinda dos anos 80. Fico feliz com as minhas “filhas” vindo aí, fico orgulhosa.

Com mais de 30 anos de carreira, ainda tem muito sonho na lista de desejos de Fernanda. Um deles se chama justamente "Garotas sangue bom", um álbum em parceria com as novas vozes do pop brasileiro, como justamente Anitta e tantas outras.

— Era para 2020, mas veio a pandemia, precisei adiar e acabei fazendo outras coisas pela comemoração dos 30 anos de carreira. Mas pretendo voltar com a ideia para ano que vem. Um disco feminino e feminista ao lado dessas vozes do pop que estão fazendo tanto sucesso — adianta Fernanda.

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