Fernanda Abreu fala sobre projeto em que trabalha ao lado de atual e ex-marido: 'Somos um trio muito bacana'

Quando soube, ainda no ano passado, que em 2022 o Parque Madureira completaria 10 anos, Fernanda Abreu logo começou a correr atrás de uma festa à altura. Reuniu amigos, parceiros musicais e importantes nomes para a cultura do bairro (como a bateria da Portela e o grupo Dança Charme & Cia) e reservou para amanhã a data da grande comemoração. Já com tudo no esquema para receber o público, num megaevento gratuito, a anfitriã descreve:

— Eu me sinto muito feliz e honrada por poder ter realizado esse projeto, é um sonho. É muita gente trabalhando, só no palco são 83 pessoas e no backstage mais de 200. Do jeito que o Brasil está, é muito gratificante poder colocar isso em prática. A Prefeitura do Rio também abraçou isso comigo. Vai ser uma festa bem linda, que Madureira e a cidade merecem.

Na longa lista de convidados, ainda tem artistas como Mart’nália, Sandra de Sá, Velha Guarda do Império Serrano, DJs Corello e Marlboro, Cia. de Aruanda, os bailarinos do passinho Hiltinho, Sheick, Vinícius e Neguebites e muito mais.

— Achava também que era importante ter no line up dessa festa uma mistura da tradição de Madureira com uma galera nova, representante do trap, do rap, do pop — conta Fernanda, que ainda convidou artistas da DuTo, produtora e gravadora do rapper Dughettu no bairro, para cantarem na festa: — Acho que ficou bem representativo.

Estar ligada às novidades do mercado, aliás, é uma das prioridades na carreira da cantora.

— A vida é isso: avançar, aprender. E eu tenho muito disso, sou bastante atenta às coisas. Gosto de estar contemporânea ao que está acontecendo — avalia ela, aos 60 anos, sendo mais de 30 de carreira.

Para tocar o projeto, Fernanda conta com duas parcerias superespeciais: Tuto Ferraz, com quem a cantora mantém um relacionamento há dez anos, baterista da banda da artista e que ainda cuida da programação eletrônica e da produção musical do evento; e Luiz Stein, com quem Fernanda foi casada por 27 anos e teve suas filhas, Alice e Sofia, que faz a direção de arte e a cenografia. O match profissional entre ex e atual, descreve ela, só rendeu bons frutos:

— Somos um trio que é muito bacana para mim. Tuto vai por todo esse lance musical, e Luiz com a representação visual. Eu me sinto muito segura, a gente troca muito todos os dias. É bacana eu ter conseguido conquistar isso, continuar com a parceria de trabalho com o Luiz e poder estar com o Tuto também. Gosto de construir relações fortes e consistentes. É possível as pessoas irem para caminhos pessoais diferentes na vida, mas estão juntas, trabalhando, criando. Acho superbacana, mostra que realmente o amor é a resposta mais poderosa.

Já sobre o repertório do show, apesar do friozinho que tem feito na capital fluminense, a voz do hit “Rio 40 graus” promete que o show será tão dançante que vai “aquecer todos os corpos, corações e almas”:

— Esse show é tão dançante, tão para cima. Talvez eu brinque com os 40 graus por lá, dependendo da temperatura... Com certeza, vou cantar essa música, que já virou um clássico.

Elogio da ‘garota carioca’ para a ‘girl from Rio’

A busca por estar sempre se atualizando faz Fernanda, conhecida como a “mãe” do pop dançante, ter orgulho de suas “filhas”, como ela mesma diz:

— A música sempre foi um lugar muito masculino. Cada vez mais temos a mulherada entrando nesse circuito de maneira poderosa, como Ludmilla, Anitta, Luísa Sonza, Iza, Duda Brack...

À “girl from Rio” Anitta, aliás, a eterna “garota carioca suingue sangue bom” é só elogios:

— Existem tantas mulheres que representam a mulher carioca. Anitta eu acho uma grande representante, é empreendedora, inteligente, tem suingue, sagacidade, espontaneidade.

Com essas suas “filhas”, Fernanda adianta um projeto pessoal: o álbum “Garotas sangue bom”, em parceria com novas vozes do pop brasileiro, como justamente Anitta e tantas outras:

— Era para 2020, mas veio a pandemia, precisei adiar e acabei fazendo outras coisas pela comemoração dos meus 30 anos de carreira. Mas pretendo voltar com a ideia para o ano que vem. Um disco feminino e feminista.

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