Fernanda Lima relembra perda do pai para Covid-19 e o cuidado dos filhos no luto

Talita Duvanel
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Isolada com a família num sítio em Teresópolis no ano passado, Fernanda Lima pensou em experimentar algo diferente no relacionamento com Rodrigo Hilbert e na vida profissional. Juntos há mais de 15 anos e apresentadores com carreiras consolidadas (ela, um dos maiores nomes do segmento de auditório; ele, sucesso de audiência na culinária do GNT desde 2013), os dois nunca haviam dividido o comando de um programa. Era a hora de dar esse passo. Surgiu, então, a ideia do “Bem juntinhos”, atração que estreia no próximo dia 15, às 21h30m, no GNT, em que os dois recebem convidados em casa (na verdade, um cenário que simula o lar do casal) para conversar sobre temas diversos. De futebol a ansiedade, passando por criação dos filhos e religião, os assuntos ganham o sabor de pratos preparados por Rodrigo.

— É um bom bate-papo com pessoas que admiramos. E com a possibilidade de um casal, conhecido do público, mas que nunca trabalhou junto, de dividir a mesma cozinha — diz Fernanda, de 43 anos, que convidou Claudia Raia, Bela Gil, Silvio Almeida, Stephanie Ribeiro, Camila Pitanga, entre outros amigos, para a primeira temporada de 15 episódios.

Dar à luz o projeto não foi missão simples, sobretudo em tempos de pandemia. Além dos prazos apertados, equipes reduzidas e rígidos protocolos sanitários, havia o cansaço acumulado das noites mal dormidas desde que Maria, a caçula do casal, nasceu, em outubro de 2019. A chegada da menina à família (Fernanda e Rodrigo também são pais dos gêmeos Francisco e João, de 12 anos) foi providencial para suportar o futuro.

— Um bebê no meio de toda essa dor, por mais trabalho que dê, é uma alma de amor puro, de alegria. Sempre falamos do dormir porque realmente a privação de sono é complicada. Mas nada poderia ser tão maravilhoso quanto um filho nesse momento tão difícil — diz Fernanda.

Com casa, comida, trabalho, “um jardim de eletrônicos para as crianças estudarem”, os dois evitam dar ênfase a qualquer dificuldade do período. Não que elas sejam inexistentes. Em julho do ano passado, o pai de Fernanda, Cleomar, foi uma das vítimas da Covid-19. A apresentadora teve que lidar com a sua perda e a dos filhos.

— Foi muito punk. Não tínhamos como esconder nada deles. É tudo muito transparente quando você está na mesma casa — relembra. — Eles nunca me viram chorar daquela maneira. Queriam cuidar, e eu tive que quebrar a masculinidade todo o tempo: “Vamos chorar, vamos sofrer. Não precisa segurar a onda, temos que botar para fora”.

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