Fernando Diniz completa um mês de Fluminense com maratona, goleada 'inacreditável' e busca por time ideal

A quinta-feira marca um mês do anúncio de Fernando Diniz como novo técnico do Fluminense. E de lá para cá, o comandante sequer teve tempo para respirar. Isso porque esta foi a primeira sem jogos paralelos e finalmente está tendo tempo livre para treinar seu elenco. Na avaliação interna, apesar da eliminação na Sul-Americana e da derrota no clássico para o Flamengo, os 31 primeiros dias estão sendo considerado positivos.

Com Fernando Diniz, o Fluminense viajou no mês de maio para São Paulo, Goiânia, Santa Fe-ARG, Fortaleza e Santa Cruz de la Sierra-BOL. Tudo isso, claro, com o bate-volta no Rio de Janeiro e jogos acontecendo toda quarta e domingo. Mesmo assim, sustentou uma surpreendente invencibilidade que durou até este domingo: são oito partidas, com cinco vitórias, dois empates e uma derrota — 70,83% de aproveitamento. Mas não é apenas de números que vive o treinador.

Recuperação de atletas

Desde que retornou ao Fluminense, Fernando Diniz tem conseguido resgatar a confiança de alguns atletas. O principal deles, sem dúvidas, é o atacante Caio Paulista, que já chegou a atuar nas duas laterais tricolores em jogos específicos. O também atacante Luiz Henrique é outro que voltou a boa fase com novo comandante e já o elogiou publicamente.

A bola da vez agora é o atacante Matheus Martins, de 18 anos. É ele quem tem sido lapidado por Diniz e ganhando chances gradativamente. Na última quarta-feira, o tricolor recebeu a notícia de que conseguiu a liberação do atleta da seleção brasileira sub-20 e ele poderá enfrentar o Juventude, no próximo domingo, pelo Brasileiro.

Elogio de Abel Braga

Por falar em elogios, até mesmo o antecessor Abel Braga tem aprovado o início de Fernando Diniz no Fluminense. Logo após a estreia do novo treinador, na vitória 2 a 1 sobre o Junior Barranquilla, no Maracanã, o ex-comandante teve um áudio vazado, onde elogiava Diniz para alguns amigos.

— Estou feliz para c****, cara. Os meninos não estavam conseguindo jogar e conseguiram jogar com ele. Estou feliz para c*** — declarou Abel, em áudio enviado a um amigo via WhatsApp.

Busca por time ideal

Neste primeiro mês de Fluminense, Diniz ainda está tentando encontrar o time ideal do Fluminense. Com pouco tempo para treinar, tem utilizado mais vídeos para orientação e conversas para manter a confiança dos atletas em alta antes da partida. Mas, já é possível ver um pouco de "Dinizismo" na equipe tricolor.

Por exemplo, o esquema de três zagueiros com Abel Braga foi desfeito e a opção por jogar com dois meio-campistas com características de armação retornou. Ganso agora é titular absoluto e divide a faixa de campo com Jhon Arias ou Nathan. O volante Felipe Melo está retornando de lesão e há a dúvida se ele atuará como volante, com Wellington deixando a equipe, ou como zagueiro.

O maior problema tem sido as laterais. O volante Yago Felipe e o atacante Caio Paulista já foram improvisados como laterais direito e esquerdo neste mês. Isso porque Samuel Xavier, Cristiano, Pineida e Marlon, todos atletas de origem da posição, não conseguiram se firmar.

Nova função para Cano

Se Cano está se dando bem na nova função, muito se deve à adaptação às ideias de Diniz. Quando Abel Braga ainda estava no comando, o argentino tinha que cumprir apenas funções ofensivas. Marcar? Apenas gols. No máximo dar o primeiro combate na linha de zagueiros adversária. Já com Diniz, a história mudou. Não são poucas as vezes que ele é visto auxiliando laterais na recomposição defensiva e dando botes perto da grande área do Fluminense.

No entendimento do novo treinador, boa defesa começa com a ajuda dos homens de ataque e Cano sempre se colocou à disposição. Felizmente para a torcida do Flu, seus números não diminuíram. Até aqui, são 19 gols em 34 partidas.

Com Diniz, tem média de um gol por jogo — oito em oito jogos. As boas impressões também o ajudam a se aproximar de recordes ou marcas importantes. Já está no top-3 de maiores artilheiros estrangeiros do Flu em uma única temporada: fica atrás apenas de Doval (39 gols em 1976), Romerito (23 gols em 1984) e novamente Doval (23 gols em 1977).

Goleada histórica e eliminação

A parte a se lamentar do trabalho de Diniz até aqui foi a derrota no clássico para o Flamengo, que deu fim a uma invencibilidade tricolor de um ano e meio sobre o rival. Também teve a eliminação na Copa Sul-Americana, mas o entendimento interno e também da maioria dos torcedores é que o caldo já estava entornado antes do treinador chegar. Ele tentou fazer milagre. E quase conseguiu.

Isso porque o Fluminense conseguiu aplicar uma goleada histórica sobre o Oriente Petrolero-BOL: 10 a 1, em Santa Cruz de la Sierra. Na ocasião, o tricolor precisava vencer por seis gols de diferença para sonhar com a vaga. No entanto, no outro jogo do grupo, o Unión-ARG goleou o Junior Barranquilla-COL por 4 a 0. Faltou o empate para o milagre se concretizar.

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