De olho em 2022, Haddad prega via alternativa a Bolsonaro e Doria para governo de SP

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Foto: AP Photo/Andre Penner
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  • Sem garantir que será candidato, Fernando Haddad (PT) já pensa em construir uma opção para vencer eventuais nomes apoiados por João Doria (PSDB) e Jair Bolsonaro (sem partido)

  • Haddad admitiu a possibilidade de apoiar uma eventual candidatura de Guilherme Boulos (PSOL) ao governo estadual

  • Petista, contudo, lembrou que momento é de pautas mais urgentes como avanço da vacinação contra Covid-19 no país e aumento do valor do auxílio emergencial

Fernando Haddad (PT), ex-prefeito de São Paulo, já está com a cabeça nas eleições de 2022, ao menos no que se refere ao governo paulista. Nesta segunda-feira (17), em entrevista ao Jornal Nova Voz, na Rádio Nova Voz FM, o petista revelou qual estratégia pretende seguir no pleito que está marcado para outubro do ano que vem.

Candidato derrotado nas eleições presidenciais de 2018, Haddad não crava que será candidato, mas garante que irá “trabalhar por uma terceira via ao [João] Doria e ao [Jair] Bolsonaro em São Paulo”, já que ambos devem apoiar candidatos próprios para o governo paulista no ano que vem. 

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Haddad admitiu a chance de apoiar um nome de fora do PT, caso seja a opção que mais fortaleça essa terceira via. Guilherme Boulos (PSOL) é um dos cotados para ser o principal candidato do espectro de esquerda no pleito. Ele chegou ao segundo turno das eleições para a Prefeitura e acabou derrotado por Bruno Covas (PSDB)

“A partir do momento que eu estiver em uma mesa em que o pressuposto seja apresentar uma alternativa ao Doria e ao Bolsonaro, poderemos discutir o nome que agrega mais a essas forças e isso [apoiar Boulos] é absolutamente viável”, afirmou petista, que atualmente é professor na Universidade de São Paulo (USP). 

Projeto que ouça demandas

Haddad durante entrevista ao Jornal Nova Voz, na Rádio Nova Voz FM - Foto: Reprodução
Haddad durante entrevista ao Jornal Nova Voz, na Rádio Nova Voz FM - Foto: Reprodução

Para Haddad, o primeiro passo para construir um caminho para uma candidatura de esquerda bem sucedida no estado é ouvir as demandas de grupos que não se sentem representados por Bolsonaro e Doria. 

“Neste momento, não estamos discutindo nomes. Começo a estudar a economia do estado com mais profundidade e estamos começando um estudo muito profundo do potencial de desenvolvimento de SP. Vamos apresentar esses projetos para outros partidos que não concordam nem com Doria nem com Bolsonaro”, explicou.

Com mais de um ano faltando para as eleições, Haddad ressalta que há pautas urgentes que, no momento, são muito mais importantes do que definir nomes para uma eventual candidatura no campo progressista. 

“O momento é de estudo e de reivindicação de vacina e de auxílio emergencial de 600 reais. Ano que vem vamos decidir nomes”, garantiu o petista. 

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