Festas particulares de réveillon seguem marcadas em meio à pandemia

Gilberto Porcidonio
·3 minuto de leitura
Divulgação/Luke Garcia

RIO - Enquanto as festas privadas de réveillon nos quiosques da orla da cidade foram proibidas pela prefeitura em razão da pandemia de Covid-19 — incluindo cercadinhos, shows ou eventos com cobrança de ingressos na areia ou no calçadão durante a virada — além do cancelamento do evento alternativo de réveillon no município que teria shows transmitidos pela internet, lugares tradicionais da Zona Sul da cidade já estão se preparando para receber gente durante a data. O Morro da Urca por exemplo, segue com a sua programação de vento em popa.

O "Reveillon do Morro 2021" terá open bar, ilha gastronômica com horários alternados de ceia, duas pistas, diversos DJs e o bloco Fica Comigo e a bateria da Mangueira como atrações. A festa já está em seu terceiro lote, que é o penúltimo, custando entre R$ 790 e R$ 1.700. No email de RSVP, a organização diz que está monitorando atentamente a situação da pandemia no Brasil e tomando as medidas necessárias para assegurar o bem-estar de todos.

"O Bondinho Pão de Açúcar, sempre atento e acompanhando de perto o cenário atual, está avaliando a realização do evento de ano novo, de acordo com os protocolos sanitários, para definir ou não a sua confirmação.", disse a produção da festa, via nota.

No hotel Pestana Rio Atlantica, a festa "Reveillon Pestana Rio 2021", que tem ingressos entre R$ 800 e R$ 2.500, também terá ilha gastronômica e open bar, além de DJs, live sax e a bateria da Mangueira. A página para a comprados ingressos informa que, por prevenção, a capacidade local estará reduzida.

No Leblon, o Faro Beach Club tem ingresso de R$ 790 e sem previsão de cancelamento, apenas informando que irá respeitar todos os protocolos de segurança criados e exigidos pelos órgãos públicos competentes para evitar o contágio de covid-19. No mesmo bairro, o Reveillon Celebrare, no Clube Monte Líbano, segue no mesmo ritmo e terá show do grupo Sorriso Maroto e do cantor Dilsinho, além da Banda Celebrare e da Bateria da Beija-Flor.

Mas já houve quem desistisse da celebração. Em Botafogo, a festa "Réveillon Cheers", que seria realizada na Mansão Botafogo, anunciou o cancelamento nesta quinta-feira. "Estamos tristes com toda essa situação e contamos com a compreensão de todos. Mas também estamos certos de que no próximo ano faremos um Reveillon ainda melhor, com o dobro de vibe, de carinho e de celebração", diz o comunicado da equipe. A comemoração já estava com os ingressos esgotados desde novembro. As festas do Othon, em Copacabana, e a Vira Réveillon, na Lagoa, também foram canceladas.

O Instituto de Vigilância Sanitária (Ivisa) informou que, por enquanto, não existe nenhum decreto impedindo eventos no dia 31 de dezembro. O instituto também alertou que os eventos privados que serão realizados na cidade devem ocorrer seguindo as medidas de segurança vigentes neste período conservador.

Na Barra, conforme divulgou a coluna de Ancelo Gois, a juíza Flávia Viveiros de Castro, da 6ª Vara Cível da Barra, concedeu liminar determinando o cancelamento de uma festa de réveillon que aconteceria em uma casa na região.

Para a realização, também é necessário ter autorização municipal e seus organizadores têm que cumprir os protocolos sanitários exigidos e obedecer às regras de ouro para evitar aglomerações e risco de contágio. O uso de máscara e o distanciamento social continuam sendo obrigatórios.

Em caso de eventos não autorizados, os estabelecimentos poderão ser multados, interditados e ter o processo de cassação do alvará iniciado.