Festival a céu aberto promove um inédito show de luzes e cores na Praça Mauá

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RIO — Um show de luzes e cores vai tomar conta da Praça Mauá, na Zona Portuária do Rio, pelas próximas duas semanas. O IluminaRio 2021 vai transformar o local numa grande exposição a céu aberto, com sete trabalhos de sete artistas consagrados e novos que vão usar a luz como protagonista de suas obras. Uma prévia do que o carioca vai ver nos próximos dias foi mostrada na noite desta quinta-feira, com projeções no Museu do Amanhã, na abertura do festival.

O evento de arte luminotécnica traz para a cidade, pela primeira vez, um festival nos moldes dos que já acontecem em outras partes do mundo e promete encantar o carioca, num momento em que com o avanço da vacinação e controle da pandemia, as pessoas começam a ganhar segurança para ir para as ruas. O festival é uma iniciativa da URBN Experience e, segundo os organizadores do evento, cujo tema é “A essência carioca em forma de arte e luz”, foi concebido com o intuito de promover o reencontro dos cariocas com a cidade, em uma atmosfera de sonho e otimismo.

— A gente já tinha esse desejo há muito tempo, de trazer um festival como esse para o Rio. Foi um trabalho que nasceu durante a pandemia e é oportuno trazer esse evento de arte iluminada, a céu aberto, nesse momento, quando a gente está saindo da pandemia. Eu apostei muito nisso. Trazer o festival nesse momento que a gente está retomando as ruas como lugar seguro foi a grande motivação para o evento — explica Julio Custódio, sócio-fundador da URBN Experience.

Custódio disse ainda que a escolha da Praça Mauá deveu-se ao fato de o local agrupar equipamentos culturais importantes como o Museu de Arte do Rio (MAR) e o Museu do Amanhã, mas também para prestigiar uma região da cidade que ficou esvaziada durante a pandemia. Nos próximos dias quem passar pelo local verá esculturas físicas e feitas de luz, sombras e projeções.

As obras são assinadas por artistas como Rosa Magalhães, uma das mais premiadas do carnaval carioca; e Muti Randolph, expoente das artes visuais que cria obras de imersão sensorial feitas com a ajuda da tecnologia. Também terá espaço para novos nomes como Agrippina R. Manhattan, de São Gonçalo, e Yhuri Cruz, um dos mais celebrados da nova cena carioca.

O VJ Spetto, reconhecido e premiado internacionalmente por projetar seus vídeos em edifícios icônicos ao redor do mundo, como o prédio da CIA, em Washington (EUA) e estações de trens Nyugati em Budapeste (Hungria) vai fazer uma projeção no Museu do Amanhã.

Haverá também projeções nas paredes laterais do Museu de Arte do Rio (MAR), realizadas pelo MOV, um coletivo de artistas que durante a pandemia encontrou na projeção em prédios uma solução para propagar sua arte num momento de isolamento. Estas intervenções são uma espécie de festival dentro do festival e vão acontecer às sextas-feiras, sábados e domingos.

Todas as obras do festival terão seu apogeu à noite, quando serão acesas entre 18h 23h59. Durante o dia, as instalações funcionarão como uma intervenção urbana, propondo uma relação diferente com espaço. O evento, que fica em cartaz até o dia 14, será gratuito ao ar livre, com respeito a todas as normas de segurança sanitária.

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