Festival de Montreal aposta em novos talentos

O 36º Festival de Filmes do Mundo de Montreal, único evento competitivo considerado de máxima categoria na América do Norte, começa na quinta-feira com poucos nomes de grande destaque e apostando na descoberta de novos cineastas, em uma programação de mais de 400 filmes e que prosseguirá até 3 de setembro.

Ao longo de 11 dias, o festival canadense exibirá 432 filmes de 80 países - 212 longas-metragens, 60 de diretores estreantes - em nove mostras.

A competição mundial terá 17 estreias mundiais ou internacionais de 16 países, aspirantes ao Grande Prêmio das Américas, que será concedido pelo júri internacional presidido pela atriz Greta Scacchi.

Na mostra de filmes de diretores estreantes, 18 títulos são candidatos ao prêmio Zênite de Ouro.

Duas mostras paralelas não competitivas apresentarão um panorama extenso da produção internacional: 28 filmes na seção "Fora de concurso" e 95 na "Olhares sobre os cinemas do mundo".

O Brasil terá dois representantes nestas mostras: "Capitães de Areia", de Cecilia Amado, e e "Paraísos Artificiais", de Marcos Prado.

A atriz e diretora sueca Liv Ullmann e o cineasta alemão Volker Schlondorff serão os convidados de honra do evento, que inclui mostras reservadas aos documentários, curtas-metragens, ao cinema canadense e a trabalhos de faculdades de cinema.

Neste ano, a China será o país homenageado.

O diretor do festival, Serge Losique, destaca que Montreal é o único evento competitivo reconhecido pela FIAPF (Federação Internacional de Associações de Productores de Filmes) na América do Norte.

Realizado na província de língua francesa de Quebec, o festival tenta contra-atacar a ascensão do "outro" festival canadense, que aconteceu logo depois, de 6 a 16 de setembro, em Toronto (na província de língua inglesa de Ontario).

Toronto, que não distribui prêmios, se apresenta como uma porta de entrada ideal para o mercado americano.

"Sem o Festival de Montreal e seus mais de 400 filmes procedentes de 80 países, a paisagem cinematográfica de Montreal ficaria muito reduzida", insiste o diretor do evento para justificar uma programação tão extensa.

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