Festival Tesouros do Japão tem filmes, oficinas e exposição de ícones orientais

Uma imersão na cultura japonesa sem sair do Brasil. É o que o festival gratuito Tesouros do Japão proporciona desta sexta-feira, 5, até o dia 31, no Recreio Shopping, em comemoração aos 114 anos da imigração nipônica para o país. Entre os destaques do evento está uma exposição de ícones que remetem à Terra do Sol Nascente, como um exemplar robótico de um 1.80 metro de altura da famosa boneca Kokeshi, que representa a amizade e abre a mostra fazendo reverências ao público com saudações japonesas; uma ponte com uma réplica de seis metros de altura do santuário Pagoda Chureito ao fundo; e um jardim com cerejeiras artificiais, espécie cuja floração indica o fim do inverno no Japão, simbolizando alegria e paz.

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— O Brasil tem a maior colônia de japoneses fora do Japão. E não é só em São Paulo; eles estão distribuídos no país como um todo. Esse festival de 27 dias é uma homenagem a esses imigrantes que vieram trazer sua força de trabalho, sabedoria milenar e contribuição. A culinária japonesa, por exemplo, já adotamos; faz parte do nosso dia a dia, assim como a meditação e a prática de artes marciais, como judô e karatê — explica Ana Brites, curadora da exposição. — É um evento que vai dar às pessoas a oportunidade de irem ao Japão sem gastar nada e sem ter fuso horário.

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A exposição conta ainda com uma réplica do navio Kasato Maru, que trouxe 781 imigrantes japoneses, numa viagem de 50 dias, para a Baía de Santos, em São Paulo. Também integram o programa do festival filmes e biombos informativos sobre samurais, uma escultura do Samurai Arqueiro montado em um cavalo negro e vitrines com os principais armamentos do guerreiro.

— Contamos também a história das gueixas, que são mulheres especializadas na arte de entreter. No Japão, há cursos em que elas aprendem a dançar e pintar, por exemplo. Aqui no Brasil, as pessoas acham que gueixas são prostitutas, mas é porque, na época da Segunda Guerra Mundial, algumas mulheres, para sobreviver, se vestiam de gueixa e tinham contato com os soldados americanos. Aí ficou esse estigma. Mas temos uma exposição desmitificando isso — conta Ana. — Criamos uma linha da arte, contando desde o período Jomon, que é a primeira fase da arte japonesa, até os dias atuais, com exemplares vindos diretamente de museus e antiquários do Japão e que estão à disposição do público brasileiro. Ao lado de cada uma das atrações, há uma bandeirola informativa. As pessoas aprendem sobre a cultura japonesa de forma didática e lúdica.

Os visitantes poderão também se vestir com quimonos e tirar fotos em ambientes cenográficos da exposição.

Às sextas, sábados e domingos, o festival terá uma programação com apresentações de kendô (a arte da espada samurai) e taikô (tambores japoneses), chanouy (cerimônia do chá) e oficinas de ikebana (arte floral), bonsai (árvores plantadas em bandeja), origami (técnica de dobraduras de papel), mangá (desenho japonês), nihon ryori (culinária japonesa) e shodô (caligrafia japonesa)

O evento acontece das 10h às 22h, de segunda a sábado, e das 15h às 20h, aos domingos e feriados. A programação completa está disponível no site do Recreio Shopping.

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