Fevereiro é o segundo mês com mais mortes desde o início da pandemia no Brasil

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Workers wearing protective suits walk past the graves of COVID-19 victims at the Nossa Senhora Aparecida cemetery, in Manaus, Brazil, on February 25, 2021. - Brazil surpassed 250,000 deaths due to COVID-19. (Photo by MICHAEL DANTAS / AFP) (Photo by MICHAEL DANTAS/AFP via Getty Images)
Funcionários caminham pelo cemitério Nossa Senhora Aparecida, em Manaus, no dia 25 de fevereiro, o mais mortal da pandemia (Photo by MICHAEL DANTAS / AFP) (Foto: Michael Dantas/AFP via Getty Images)

Com dias a menos, fevereiro se tornou o segundo mês com mais mortes por covid-19 desde o início da pandemia no Brasil. Segundo dados do consórcio de veículos de imprensa, recolhidos junto às secretarias de Saúde, em 28 dias morreram 30.484 brasileiros em decorrência do coronavírus.

O mês só ficou atrás de julho de 2020, mês com três dias a mais, quando 32,9 mil pessoas morreram. Fevereiro foi, também, o terceiro mês em que as mortes de superam o mês anterior.

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No período, três estados tiveram o maior índice de morte desde que a pandemia chegou ao Brasil: Minas Gerais, Rondônia e Roraima. Faz 39 dias que a média móvel diária de mortes está acima de mil. No último dia 25, a Brasil viveu o dia com maior número de vítimas da covid, quando 1.582 morreram.

Diversos outros estados vivem um colapso na saúde, como é o caso do Rio Grande do Sul, que está na bandeira preta. Em Porto Alegre, os leitos de UTI já têm 100% de ocupação. O Acre é outro estado que vive situação delicada. Além do alto índice de contaminação da covid-19, o Acre também enfrenta cheias, uma crise migratória e um surto de dengue.

Com necessidade de abrir mais leitos de UTIs, estados cobram a União por maior repasse de verbas. O presidente (sem partido) fez uma postagem nas redes sociais durante o fim de semana afirmando que o governo federal direcionou verbas para as unidades da federação.

A declaração de Bolsonaro incomodou diversos governadores, que direcionaram uma carta à União. Já o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou que é hora de mudar o comportamento, pois Bolsonaro está agindo por “mais Brasília, menos Brasil”.