‘FGTS Futuro’ poderá ser usado em financiamento de imóveis a partir de 2023

‘FGTS Futuro’ poderá ser usado para o financiamento de imóveis (Foto: Getty Images)
‘FGTS Futuro’ poderá ser usado para o financiamento de imóveis (Foto: Getty Images)
  • As parcelas futuras do FGTS poderão ser incorporados à base de cálculo da capacidade de financiamento;

  • A ação facilitará o acesso do comprador a casas e apartamentos de valor mais elevado

  • A medida deverá entrar em vigor 90 dias depois de ter as normas operacionais publicadas;

O chamado “FGTS Futuro” ou “FGTS Consignado” será agregado pela Caixa Econômica Federal para realizar o financiamento de moradias do Casa Verde e Amarela a partir do primeiro trimestre do ano que vem. A medida deverá entrar em vigor 90 dias depois de ter as normas operacionais publicadas, o que deverá ocorrer até 18 de janeiro, conforme resolução do Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

A adoção da medida permitirá que seja incorporado à composição do financiamento de um imóvel os recursos a serem recebidos pelos trabalhadores. Desta forma, a base de cálculo da capacidade de pagamento será turbinada com aproximadamente 8% – valor depositado na conta do trabalhador do fundo mês a mês.

Vale ressaltar, que apesar da ação facilitar o acesso do comprador a casas e apartamentos de valor mais elevado, o uso do FGTS Futuro fica a critério do trabalhador. Uma vez que a operação também impõe riscos, pois quem aderir terá bloqueados depósitos futuros que receberia através do fundo. Em caso de demissão, por exemplo, o saldo da conta que estiver comprometido com o financiamento, não poderá ser sacado pelo trabalhador.

A medida vai permitir o relançamento do Fundo Garantidor da Habitação Popular para cobrir inadimplência em caso de desemprego, se o tomador fizer a opção pelo seguro. Técnicos da Caixa defendem que a ideia é focar nas camadas de renda mais baixa do programa, estimadas em até R$ 4,8 mil.

A ideia é que nesse primeiro momento a opção só esteja disponível às famílias com renda familiar bruta de até R$ 2,4 mil. De acordo com dados do DataZap+, 10,9 milhões de famílias se enquadram nessa categoria. Esse montante equivale a 15,8% do total de famílias do País.