Fibrose pulmonar idiopática: entenda a doença que matou a cantora Rita de Cássia

Conhecida como uma das principais compositoras do forró, tendo escrito mais de 500 músicas para dezenas de artistas, entre eles Mastruz com Leite, Amelinha, Aviões do Forró e Frank Aguiar, a cantora Rita de Cássia morreu na terça-feira vítima de uma fibrose pulmonar idiopática.

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Ela foi internada no mesmo dia em um hospital particular em Fortaleza e veio a falecer horas depois. Um dos últimos vídeos compartilhados pela cantora e compositora nas redes sociais é dela desejando aos fãs feliz ano novo.

O que é a Fibrose pulmonar?

O pulmão é um órgão flexível, que precisa ter a capacidade de se expandir e de se encolher para poder permitir a troca de gases que facilitam o processo de respiração. A doença é diagnosticada quando o paciente apresenta cicatrizes (fibroses) ao longo do órgão que o deixa mais endurecido e impossibilita o processo de respiração.

Ela pode acontecer devido a inalação de substâncias que fazem mal para o corpo, como o mofo, a poeira, o feno e madeira velha. Essas substâncias acabam não sendo filtradas pelo nariz e podem fazer com que ele venha a desenvolver a Doença Intersticial Pulmonar, resultando na fibrose pulmonar. Em outros casos, ela pode ser decorrente de uma pneumonia não tratada, ou consequências de outras condições como o lúpus e a artrite reumatoide.

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Calcula-se que a Fibrose Pulmonar Idiopática atinja de 14 a 43 em cada 100 mil pessoas. No Brasil, estima-se que haja de 13 a 18 mil casos. Existem ainda pacientes com fibrose pulmonar cuja causa não pode ser exatamente detectada e, por isso, recebem o nome de idiopática.

Quais são os sintomas da fibrose pulmonar?

Entre os principais sintomas da doença estão a tosse seca, dores no peito, falta de ar e fadiga ao realizar pequenos esforços. A perda de apetite e a perde de peso também estão entre os sintomas mais comuns. Normalmente é uma condição que afeta pessoas a partir dos 60 anos, em sua maioria homens e fumantes ou ex-fumantes.

O tabagismo é uma das causas mais comuns entre pacientes com fibrose pulmonar, pois a ação infecta o pulmão com gases tóxicos facilitando doenças relacionadas ao órgão.

Como é a evolução da fibrose pulmonar?

Há uma grande variação na condição, podendo ser rápida e atingir o pico em semanas, ou pode evoluir lentamente ao longo de anos. Na maioria das vezes, ela apresenta evolução lenta e progressiva, porém fatal, de modo que, em média, os portadores da doença sobrevivem entre 2 e 4 anos após o diagnóstico.

Como prevenir a fibrose pulmonar?

Até o momento não existe qualquer medida capaz de prevenir a doença. Entretanto, o fumo está fortemente associado ao problema, devendo ser evitado. Existe uma forma familiar da doença, que ocorre em até 20% dos casos, onde dois ou mais membros da família são acometidos.

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Nesse contexto, se o indivíduo tem um familiar com fibrose pulmonar e apresenta algum dos sintomas descritos, deve procurar auxílio médico para avaliação.

Qual é o tratamento para a fibrose pulmonar?

Não existe ainda um tratamento para a doença que consiga ajudar o paciente a retomar o estado original do pulmão, mas podem ajudar a retomar a qualidade de vida. Geralmente, são utilizados medicamentos, além de suprimentos de oxigênio para auxiliar a recuperação do paciente.

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Atualmente, dependendo do estado clinico do paciente, os médicos podem receitar antitussígenos, ou seja, medicamentos que aliviam a tosse; morfina para reduzir as dores ou até tratamentos com corticoide para reduzir inflamações pulmonares. E em casos mais graves, às vezes, é necessário o uso de equipamentos para ajudar no processo respiratório do paciente, intubação ou, dependendo de como o pulmão está comprometido, o transplante do órgão.