'Fico feliz em usar a minha música para ajudar as pessoas', diz Pabllo Vittar

Raphaela Ramos
A cantora Pabllo Vittar participa nesta quinta-feira (30) de um festival que arrecada doações para ONGs LGBTI+

Representatividade é uma palavra que tem tudo a ver com Pabllo Vittar. A drag queen de 25 anos, nascida em São Luis (MA), é considerada um ícone da música pop brasileira, com 10,6 milhões de seguidores no Instagram e mais de 5 milhões de ouvintes mensais no Spotify. No fim de março, a cantora lançou o álbum "111", no qual canta em inglês, português e espanhol e reúne hits como "Parabéns" e "Amor de Que". Este ano ela ainda promete um novo show, assim que o período de isolamento domiciliar, necessário devido à pandemia de coronavírus, acabar.

Pabllo Vittar é uma das artistas que participam do Festival do Orgulho Live, realizado nesta quinta-feira (30), às 21 horas, no seu canal do Youtube. Além das apresentações, o evento vai arrecadar doações para ONGs que apoiam a população LGBTI+ em situação de vulnerabilidade durante a pandemia.

Em entrevista por e-mail à equipe de CELINA, ela fala sobre a participação no festival, a importância da representatividade LGBTI+ na música e como está sendo a rotina durante o período de isolamento domiciliar.

CELINA: O que podemos esperar da sua participação no Festival do Orgulho Live? Vamos ouvir músicas do seu novo álbum '111'?

PABLLO VITTAR: O meu principal objetivo, além de poder ajudar a arrecadar doações para instituições LGBT, é de poder levar alegria e entretenimento para quem está em casa nesta quarentena. Mas terão músicas do 111 sim, claro!

No meio de tantas lives durante o período de isolamento domiciliar, qual a importância de um festival específico sobre o Orgulho LGBTI+?

Eu acho importante todo tipo de live, festival ou campanha para ajudar as pessoas durante esse período. Independente da bandeira, o principal é poder fazer algo. Fico feliz em usar a minha música para ajudar as pessoas.

Vemos hoje em dia muitos artistas LGBTI+ fazendo grande sucesso e você foi uma grande precursora. Como você vê seu papel nessa maior representatividade atual?

É importante podermos nos ver representadas em diferentes lugares e posições na sociedade. Sou agradecida por ter conquistado um espaço tão especial no coração das pessoas e em ver que temos cada vez mais artistas alcançando visibilidade e sendo livres para ser como são.

O Festival do Orgulho Live vai arrecadar doações para ONGs que auxiliam a comunidade vulnerável LGBTI+. Qual a importância de apoiar ações voltadas para essa população nesse momento de pandemia de coronavírus?

Estou orgulhosa em ver que ninguém está sendo deixado para trás e a sociedade está conseguindo auxiliar várias pessoas que precisam de ajuda neste momento. Espero que esse engajamento só aumente e que a gente possa sempre fazer algo pelo próximo com essa mesma garra, mesmo após a quarentena.

Como tem sido sua rotina durante o isolamento domiciliar? Tem lidado bem com ele?

Eu estou em casa, ao lado da minha família aqui em Minas Gerais. Esse período tem servido como reflexão, mas não só isso. Eu também tenho aproveitado para dançar, interagir com meu público nas redes sociais e para compor. Também tenho me divertido muito com os vídeos que as pessoas tem feito de Rajadão e com a coreografia de Tímida.

Tem outras novidades planejadas para esse ano?

Sim! Muitas novidades. Tem novos lançamentos vindo por aí, como videoclipes. Além disso, tenho um novo show para apresentar para as pessoas assim que todo esse período de quarentena passar.