Fifa: Brasil é o mais ativo no mercado transferências internacionais de 2019

Igor Siqueira

O mercado brasileiro é o mais ativo em transferências internacionais de jogadores, segundo relatório da Fifa publicado nesta segunda-feira. O país mais uma vez é o líder de exportação e importação de jogadores.

No ano passado, foram 948 atletas que deixaram o Brasil, um aumento de 13,9% em relação a 2018. A ponte mais intensa entre jogadores brasileiros e a Europa é o mercado português - pelo quinto ano seguido. Esse fluxo é o mais ativo do planeta: foram 228 transferências contabilizadas, um crescimento de 11,2%.

Mas a via de mão dupla foi bastante usada. O Brasil também é quem mais contratou jogadores no mercado internacional: 831, um aumento de 22,7% em relação a 2018. O crescimento em contratações internacionais só foi inferior ao de Estados Unidos (31,7%) e Alemanha (28,3%).

O mercado brasileiro repatriou 149 jogadores de Portugal (crescimento de 18,3% apenas nesse item). Esse foi terceiro fluxo mais representativo no ano, de acordo com a Fifa.

Como exporta muito, o Brasil acaba como o país líder em termos de envolvimento de clubes na janela de transferências. Em 2019, 306 equipes fizeram parte de alguma transação. Isso é mais do que o dobro do que a Alemanha, segunda colocada no quesito, com 144 clubes. A Espanha teve 130.

Produto procurado

O jogador do Brasil é o produto mais presente no comércio internacional de jogadores. Foram 1.988 transferências de ateltas de nacionalidade brasileira, mais do que o dobro da segunda "grife" mais procurada: a argentina (946).

Ao mesmo tempo, o total pago por jogadores brasileiros é o maior, em números gerais: US$ 925 milhões, uma queda de 19,4% em relação a 2018. A segunda nacionalidade que mais fez o dinheiro circular foi a francesa: US$ 826,7 milhões, um aumento de 14%.

Volume de dinheiro

Em termos econômicos, o Brasil foi o 15º país que mais gastou no mercado internacional para contratar jogadores: US$ 72,5 milhões, 32% a mais do que no ano anterior.

O topo é da Inglaterra, com US$ 1,5 bilhão. Logo atrás aparecem os países que formam o top-5 das ligas nacionais do planeta. Espanha (US$ 1,28 bi), Itália (US$ 873 milhões), Alemanha (US$ 686 milhões) e França (US$ 684 milhões). Depois do quinteto europeu, o país que mais investiu em jogadores foi a China: US$ 298 milhões, 55,7% a mais do que em 2018.

Quando se observa os valores arrecadados em vendas, o Brasil aparece em oitavo, embolsando US$ 371 milhões, uma ligeira queda de 2,3% em relação a 2018. A Inglaterra também é o mais que mais embolsa com vendas: US$ 968,8 milhões. A França vem em segundo (US$ 935 milhões), enquanto a Espanha aparece em terceiro (US$ 912,8 milhões).