FIFA e Catar garantem que arco-íris serão permitidos em estádios

Torcedor belga com camiseta da campanha OneLove, cuja braçadeira foi proibida pela FIFA. Foto: Alex Livesey - Danehouse/Getty Images
Torcedor belga com camiseta da campanha OneLove, cuja braçadeira foi proibida pela FIFA. Foto: Alex Livesey - Danehouse/Getty Images

Nesta quinta-feira (24) a FIFA e o Catar garantiram à diversas federações que adereços com imagens de arco-íris não serão proibidas em estádios a partir da segunda rodada.

Durante os primeiros dias de Copa houveram também muitos relatos de pessoas sendo impedidas de entrar nos estádios com camisetas, cartazes ou quaisquer objetos que fizessem referências ao arco-íris, um dos símbolos da resistência LGBTQIA+. Até mesmo uma bandeira do estado do Pernambuco foi confiscada por policiais, conforme relatado pelo jornalista brasileiro Victor Pereira. Ainda assim dois torcedores da Bélgica conseguiram ingressar no estádio com uma camiseta em alusão a campanha "OneLove".

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Muitas federações questionaram a FIFA a respeito do tratamento dispensado aos torcedores, o que levou o órgão à orientar o comitê de organização do Catar para que os seguranças e policiais nos estádios não obriguem torcedores a retirar camisetas, chapéus ou outros itens que contenham as cores do arco-íris. O Catar garantiu desde antes do início do torneio que todos os torcedores seriam bem-vindos ao país, mas após a chegada de pessoas de todos os lugares do mundo recuou.

Um dos assuntos da Copa do Mundo do Catar tem sido o tratamento dispensado pelo país à população LGBTQIA+. Sete seleções europeias se comprometeram a usar uma braçadeira com as cores do arco-íris e o slogan "One Love", o que foi proibido pela FIFA, que ameaçou as equipes de punição com cartão amarelo ao capitão caso entrassem em campo com o adereço. A ministra de interiores alemã Nancy Faeser e ministra belga de Relações Exteriores, Hadja Lahbib, usaram as braçadeiras nas arquibancadas, ao lado do presidente da FIFA Gianni Infantino. A Alemanha protestou contra a decisão da FIFA e pode sofrer sanções. Apesar das proibições impostas às manifestações pró-LGBTQIA+, a própria FIFA anunciou que vai investigar cânticos homofóbicos feitos pelas torcidas de Equador e México durante jogos da primeira rodada.