Fifa participa de projeto para reduzir 1 Gigaton de gases na atmosfera

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Alinhada com várias questões além do futebol, a Fifa emprestará a capilaridade do esporte mais famoso do mundo para lutar em outra frente: a mudança climática.

Em parceira com a empresa privada UPL, fornecedora de produtos e soluções agrícolas sustentáveis, a Fifa Foundation lançou na segunda-feira o desafio de tirar da atmosfera 1 Gigaton de dióxido de carbono até 2040.

O projeto será iniciado com pequenos produtores rurais de Brasil, Índia, México e África do Sul, com cinco milhões de hectares, o equivalente a 5 milhões de campos de futebol, sendo 50% no Brasil.

No total, a expectativa é de chegar a 100 milhões de hectares em todo o mundo no período. Aqueles produtores que, após alguns anos, provarem as boas práticas sustentáveis serão recompensados financeiramente.

O evento em São Paulo contou com a presença do CEO da Fifa Foundation, o ex-atacante francês Youri Djorkaeff, e do presidente da entidade, o ex-presidente argentino Mauricio Macri. Ambos destacaram o papel que o futebol pode ter na promoção do desafio global, com campanhas digitais e a participação de lendas do esporte na conscientização de como a agricultura pode ser parte da solução para reduzir as emissões de gases do efeito estufa.

— Para fazermos um melhor mundo para as futuras gerações, uniremos forças no desenvolvimento de um mundo mais verde e igual. Queremos identificar projetos futuros e vermos como a Fifa Foundation pode apoiá-los — disse Djorkaeff, campeão do mundo em 98.

Macri lembrou que o compromisso da Fifa com o meio ambiente também está no dia a dia da entidade.

— No Qatar, teremos estádios novos e eficientes que vão mitigar de fato a emissão de gases, transportes com baixa emissão. Seremos uma plataforma para aumentar a conscientização de todos.

Há cinco anos, a Fifa foi a primeira federação esportiva a se unir ao braço esportivo da ONU para ações contra a mudança climática. A ideia é que o esporte também concentre esforços para alcançar as metas do Acordo de Paris.

Desde então, a entidade tem se esforçado em reduzir as emissões de gases em seus eventos. Já havia sido assim no Brasil, em 2014, e na Rússia, em 2018. Porém, a meta agora é que a Copa do Mundo do Qatar, em 2022, seja a primeira com carbono totalmente neutro.

As medidas tomadas junto com o governo local abrangem desde a construção dos estádios, com medidas para evitar desperdícios de materiais e reciclagem dos mesmos e uso de energia eficiente, ao deslocamento do público em transportes limpos, como ônibus elétricos e metrô com sistema de redução de pegada de carbono.

Na parceira com a UPL, o futebol não ficará de fora. Num segundo momento, aqui no Brasil, a parceria também investirá em educação por meio do futebol em 30 escolas de áreas rurais. Essa parte do projeto será iniciada na França.

—É um programa para as escolas, engajando as crianças de maneira interativa, promovendo valores por meio do futebol e da educação. Promoveremos habilidades digitais, criatividade, trabalho colaborativo para alunos qu vivem em contextos mais vulneráveis — explicou Macri.

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