Fila de corpos no chão à espera da cremação: Índia vive mais um dia de caos com covid

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GHAZIABAD, INDIA - APRIL 22: Bodies lined up for cremation, amid surge in COVID-19 cases across the country, at Hindon crematorium, on April 22, 2021 in Ghaziabad, India. (Photo by Sakib Ali/Hindustan Times via Getty Images)
Fila de corpos esperando para serem cremados em Ghaziabad, na India. (Foto: Sakib Ali/Hindustan Times via Getty Images)
  • Índia vive momento crítico da covid-19

  • Com alto número de mortes, corpos formam filas em crematórios

  • País adotou cremações coletivas de vítimas da covid-19

Com alta nos casos de covid-19, a situação na Índia está piorando. O país adotou o procedimento de cremação coletiva, por excesso de corpos de pessoas mortas em decorrência do coronavírus.

O procedimento segue acontecendo e o jornal britânico The Sun registrou uma fila de corpos em fila, no chão, em Nova Delhi, capital indiana. A fila foi formada no crematório Shubash Nagar. Os parentes vão ao local e colocam os corpos perto dos outros, envoltos em mortalhas, todos prontos para seres cremados.

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As imagens do The Sun foram registradas em Nova Delhi, mas casos similares acontecem em outras cidades, como em Ghaziabad. O país conta com a ajuda de voluntários para conseguir lidar com todos os corpos das vítimas da covid-19.

Outro problema enfrentado pelos indianos é a falta de carros funerários para levar os corpos até os crematórios.

Falta de oxigênio e uso de cloroquina

A Índia assumiu o lugar do Brasil como epicentro da Covid-19 no mundo, batendo recordes consecutivos no número de casos confirmados em 24 horas. No último domingo, foram 352.991 mil, maior marca de um país em toda a pandemia.

O pico do vírus resultou em um colapso na saúde do país. Diversos hospitais estão sem oxigênio para o tratamento de seus pacientes, e cremações em massa foram organizadas para darem conta do número de óbitos.

Em meio ao pior momento da pandemia, a Índia continua a ter pacientes da Covid-19 se tratando com hidroxicloroquina. Como no Brasil, diversos habitantes do país têm se medicado com esse e outros remédios sem eficácia comprovada no combate ao vírus.

Já descartados por estudos de entidades especialistas na área da saúde, estes remédios são usados na Índia por conta do baixo preço e dos “efeitos colaterais mínimos”, segundo o All India Institutes of Medical Sciences (AIIMS - Todos os Institutos de Ciências Médicas da Índia). No Brasil, fazem parte de um “kit Covid” que, mesmo sem qualquer prova de eficácia, é defendido pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).