Fila de espera Auxílio Brasil atingiu 2,8 milhões de famílias em abril, diz estudo

Auxílio Brasil: fila atingiu 2,8 milhões de famílias em abril, diz estudo (Foto: Ilustração por Rafael Henrique/SOPA Images/LightRocket via Getty Images)
Auxílio Brasil: fila atingiu 2,8 milhões de famílias em abril, diz estudo (Foto: Ilustração por Rafael Henrique/SOPA Images/LightRocket via Getty Images)
  • Em março, a chamada demanda reprimida abarcava um total de 1.307.930 famílias;

  • Em 30 dias o número saltou 113%;

  • Cabe ao governo federal avaliar dentro do CadÚnico quem atende as condições do programa.

Mais de 2,7 milhões de famílias que atendiam aos requisitos para receber o Auxílio Brasil não tiveram acesso ao benefício em abril deste ano, conforme mostra o Estudo da Confederação Nacional de Municípios (CNM). Criado em agosto do ano passado para substituir o Bolsa Família, O programa de transferência de renda funciona como um trunfo eleitoral de Jair Bolsonaro que tenta a reeleição em 2022.

Em março, a chamada demanda reprimida abarcava um total de 1.307.930 famílias. Ao registrar o número exato de 2.788.362 beneficiários em potencial, que ainda não usufruíam do benefício em abril, observou-se que o índice saltou 113% em 30 dias.

Como não é necessário cadastro para ser beneficiário no programa, basta às famílias estarem inscritas no Cadastro Único para serem elegíveis. Diante disso, cabe ao governo federal avaliar dentro do CadÚnico os cadastros que atendem as condições do programa. A demanda reprimida leva justamente em consideração as famílias que mesmo atendendo os pré-requisitos ainda não recebem o auxílio.

Com a inclusão das 3 milhões de novos beneficiários no programa em janeiro, o número de famílias à espera do benefício teve uma queda considerável de 86,4%, para 434,2 mil, levando em consideração que em novembro do ano passado o número chegou a 3,18 milhões.

No mês seguinte, ocorreu um salto de 142% no número de famílias sem acesso ao benefício, passando para mais de 1 milhão. Já em março, o aumento foi de 25%, para 1,3 milhão de famílias na fila.

Para a elaboração do estudo, a CMN usou dados do Cecad, ferramenta que possibilita a consulta, a seleção e a extração de informações do Cadastro Único (CadÚnico) e permite conhecer as características socioeconômicas das famílias e das pessoas incluídas no cadastro, além do Relatório de Informações Sociais (Sagi).

De acordo com o Ministério da Cidadania, o programa atende famílias em situação de extrema pobreza (que tenham renda de até R$ 100 por pessoa por mês) e em situação de pobreza (que tenham renda entre R$ 100,01 e R$ 200 por pessoa por mês).

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