Fila para comprar jatinho e helicóptero é de até 15 meses

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Demora tem aumentado a procura por seminovos e pelo compartilhamento de aeronaves (Photo by NORBERTO DUARTE / AFP) (Photo by NORBERTO DUARTE/AFP via Getty Images)
Demora tem aumentado a procura por seminovos e pelo compartilhamento de aeronaves (Photo by NORBERTO DUARTE / AFP) (Photo by NORBERTO DUARTE/AFP via Getty Images)
  • Fila para comprar jatinhos e helicópteros dobrou durante a pandemia;

  • Prazos já eram longos, pois fabricantes trabalham sob encomenda;

  • Demora tem aumentado a procura por seminovos e pelo compartilhamento de aeronaves;

O aumento na procura por jatinhos e helicópteros e a falta de peças no mercado para a construção dessas aeronaves têm feito os fabricantes aumentarem os prazos para a entrega. A fila de espera chega a até 15 meses, de acordo com informações do portal UOL. Representantes do setor dizem que clientes que não querem esperar pagam 20% a mais por aeronaves usadas.

Em média, o comprador precisava esperar de seis a oito meses para receber a aeronave, por ser um produto sob encomenda. A demora e o atraso na produção se devem a falta de insumos, especificamente de peças, que atingiu de forte maneira o mercado aeronáutico, e o aumento na procura se deve especialmente no Brasil, ao agronegócio. A situação fez aumentar a demanda pelas aeronaves seminovas e pelo compartilhamento de aeronaves. 

Os preços variam de acordo com o modelo e chegam a casa dos milhões de dólares. No caso da propriedade compartilhada, a alta no número de voos chega a 50%.

Fabricantes de aeronaves tem tido o mesmo problema de montadoras automotivas com a falta de componentes, o que tem atrasado a produção. Em entrevista ao UOL, Rubens Cortellazzo, diretor comercial da marca italiana Leonardo Helicópteros no Brasil, o problema tem afetado os prazos, mas não é tão grave como na indústria automotiva.

Em nota, a Embraer informou que o mercado de aviação executiva "passa por um bom momento", e que a empresa tem apresentado "resultados consistentes" de vendas e entregas de jatos executivos. A empresa entregou cerca de 33 aeronaves no primeiro semestre de 2021, em número 58% maior que o primeiro semestre de 2020. Porém, a empresa não informou se houve aumento nos prazos para entrega.

A espera maior por novos aviões também refletiu no mercado de seminovos. Segundo Gualter Pizzi, proprietário da Gualter Helicópteros, de São Paulo, que atua como intermediária na venda de aeronaves seminovas, afirmou ao UOL que, desde o segundo semestre de 2020, o aumento da procura fez com que helicópteros e aviões sumissem do mercado. "Dependendo do modelo, você não acha mais", completou.

Para não esperar, alguns clientes topam pagar preços mais altos, como declarou Vinicius Pires, presidente da Global Aircraft: "Nosso público é principalmente de grandes empresas e empresários. Como eles não querem esperar, acabam pagando o preço que for. E, como está havendo falta de aeronaves, o preço tem subido bastante, em torno de 15% a 20%", diz. 

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