Fila para leitos de covid-19 reabre no Rio de Janeiro

Médicos atuam na UTI do hospital municipal Ronaldo Gazzolla em leitos de covid-19. Foto: Fabio Teixeira/Anadolu Agency via Getty Images.
Médicos atuam na UTI do hospital municipal Ronaldo Gazzolla em leitos de covid-19. Foto: Fabio Teixeira/Anadolu Agency via Getty Images.
  • Brasil enfrenta aumento no número de infecções

  • Fila da capital fluminense tinha 11 pessoas nesta terça-feira

  • Secretarias municipais e estaduais reabrem leitos exclusivos para pacientes com covid

O Rio de Janeiro voltou a ter uma fila para internação de pessoas com covid-19. Segundo informações da prefeitura, onze pessoas esperavam para serem encaminhadas a uma unidade de emergência nesta terça-feira (07). No total, são 90 pessoas internadas com a doença na cidade.

Na noite passada, o tempo de espera estava em média de 73 horas por um leito. Um mês atrás, só oito pessoas estavam internadas na capital e não havia fila. O Brasil enfrenta um crescimento no número de casos da doença nas últimas semanas. Por conta disso, a secretaria de Saúde do estado do RJ decidiu reabrir 40 leitos especiais no Hospital Dr. Ricardo Cruz, em Nova Iguaçu. Muitos leitos haviam sido fechados após a queda no número de infecções e casos graves.

Com a volta da demanda por leitos, a secretaria municipal de Saúde do Rio pediu aos governos estaduais e federais a abertura de mais leitos. “Enviamos um ofício para os governos estadual e federal pedindo a abertura de novas vagas e acreditamos que eles têm essa capacidade. Dos internados hoje no Rio, 22 são de outros municípios. As pessoas que estão na fila estão sendo assistidas pelas equipes”, disse Rodrigo Prado, secretário municipal de Saúde, ao jornal Extra.

Diversos leitos já foram reativados, dado o aumento de infecções. O hospital Dr. Ricardo Cruz (HERCruz), em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, reativou 30 leitos para internação de casos positivos de covid-19, no sábado (4), e abriu outros 10 exclusivos na UTI, na última segunda-feira (7). Ainda assim, a maior demanda por internações está na capital.

"A SES acompanha diariamente o número de atendimentos nas emergências e nas UPAs da rede estadual para verificar possível aumento na demanda e atua com um plano de contingência que prevê a ativação de níveis a partir de determinados cenários epidemiológicos. Com base nesse plano, em cada nível de ativação, são definidas as medidas de enfrentamento que serão tomadas. Havendo necessidade de ampliação de leitos, a Secretaria conta com um cronograma escalonado para reversão dos leitos de Covid-19, que com a redução na transmissão da doença, foram revertidos para atender casos clínicos", declarou a secretaria estadual de Saúde em nota.

Enquanto isso, a rede privada tem visto o aumento da procura por atendimento de pessoas com covid, porém não há alta nas internações.

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