Fila de UTI bate novo recorde e algumas cidades têm mais gente internada que a capacidade dos hospitais

Luiz Ernesto Magalhães
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RIO — O Rio de Janeiro bateu neste domingo um novo recorde na fila de espera de leitos de UTI públicos por pacientes com casos graves do coronavírus. Algumas cidades também já relataram ter mais leitos de UTIs ocupados por pacientes com Covid -19 do que a capacidade instalada. Segundo relatório da secretaria estadual de Saúde, neste domingo, 710 pessoas aguardavam por vagas de tratamento intensivo - na véspera, a fila estava em 678 pacientes. Ou seja, um aumento de 4,7% na fila em 24 horas. O total de pacientes na fila vem aumentando desde o início do mês. Agora, o tempo médio de espera por uma vaga de UTI chega a 20 horas. No caso de enfermarias, um leito leva em média 18 horas para ser liberado.

Por sua vez, a taxa de ocupação das UTIs em todo o Estado chegou a 92,4%. Na capital, estava em 92% às 18h15. Segundo informações repassadas pelos municípios há cidades que têm pacientes internados com Covid acima da capacidade instalada: são os casos de Paulo de Frotin (160% enfermarias), Iguaba Grande (200% UTIS), Mendes (175% enfermarias), Miguel Pereira (190% enfermarias), Miracema (117% UTIS), Paraíba do Sul (122% enfermarias), Qussamã 110% enfermarias e UTIS), Rio das Ostras (122% enfermarias e 109% UTIs), Saquarema (158% de UTIs), Silva Jardim (200% enfermarias), Tanguá (150% enfermarias) e Volta Redonda (107% enfermarias) Com 100% de UTIs ocupadas estão: Belford Roxo, Bom Jesus do Itabapoana, Itaguaí, Itaperuna, Miguel Pereira, Nova Friburgo, Paraíba do Sul, Teresópolis e Três Rios.

— Vou avaliar com a central de regulação para verificar se há alguma irregularidade nesses municípios. Uma hipótese é que essas prefeituras podem ainda não ter incluído as vagas no Cadastro Nacional. O que não pode é internar esses pacientes em cadeiras e macas e chamar de leitos — diz o secretário estadual de Saúde, Carlos Alberto Chaves.

Neste domingo, o total de casos de Covid confirmados chegou a 640.467 sendo 1986 nas últimas 24 horas. Por sua vez, o total de mortes totalizou 36.109 - 83 a mais que no sábado (28).