Filas e aglomerações são registradas em diferentes locais de votação de São Gonçalo

Giovanni Mourao
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Domingos Peixoto / Domingos Peixoto
Domingos Peixoto / Domingos Peixoto

RIO — Filas e aglomerações foram registradas em diferentes locais de votação de São Gonçalo. Os eleitores da cidade também tiveram que lidar com ruas cobertas por santinhos de candidatos de diferentes partidos, além de intensa boca de urna, prática ilegal facilitada pela ausência de patrulhamento da Polícia Militar.

Na Avenida Capitão Acácio, principal via do Boaçu, cabos eleitorais panfletavam em frente a diferentes pontos de votação sem serem incomodados. O mesmo se repetiu no Mutuá, em frente ao Colégio Santa Mônica, na Avenida Paula Lemos.

— Toda eleição é essa mesma imundice e gritaria. Nem parece eleição, parece carnaval mesmo. Ninguém leva nada a sério, e é por isso que a cidade está abandonada. Não passa um carro da polícia para coibir quem está panfletando - disse a eleitora Mônica Messias.

No Centro, em frente ao Colégio Municipal Presidente Castello Branco, enormes filas se formavam na calçada, tomada por santinhos de candidatos a vereador.João Carlos Guimarães era uma das mais de 50 pessoas que aguardavam do lado de fora do colégio para poder votar.

— É desanimador ser obrigado a votar nessas condições. Uma fila absurda que não anda e um calor insuportável. Nunca demorei tanto para conseguir votar: estou há mais de 20 minutos debaixo de sol — reclamou o morador do Zé Garoto.Flagrada fazendo boca de urna em frente ao Colégio Castello Branco, uma moradora do bairro se justificou dizendo que não sabia que a prática era ilegal:

— Sempre panfletei em dia de eleição e nunca soube que era proibido. Faço para ganhar um dinheirinho a mais, porque estou precisando - disse a gonçalense que preferiu não se identificar.

Nos três bairros, O GLOBO não avistou nenhuma viatura da Polícia Militar.