Filha de campeão de voo livre se destaca no vôlei de praia

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RIO — Para muitos cariocas, a praia é um lugar para esquecer dos problemas e do trabalho. Para outros, ela é a própria rotina, como no caso da atleta Manu Niemeyer. Embora relaxar à beira-mar seja seu passatempo preferido nas horas vagas, é também na areia que a jogadora de vôlei de praia, moradora da Barra, se dedica ao máximo e vive os momentos mais decisivos da sua vida profissional. Atualmente com 17 anos, a jovem começou a treinar aos 10 e já coleciona vitórias. A mais recente foi se tornar campeã brasileira sub-21 ao lado da parceira Maria Fernanda, em junho. Para este mês, sua agenda de jogos está lotada. Além de outras etapas do campeonato brasileiro, disputará vaga em um torneio profissional.

— Às vezes nem acredito que sou campeã brasileira. Essa conquista foi importante para me animar, porque estava difícil ficar motivada em meio à pandemia — conta Manu, filha da advogada Rose Cavalcante e de Luizinho Niemeyer, que chegou a ser campeão mundial de voo livre, modalidade da qual é um dos pioneiros. — Desde pequena, sou uma pessoa voltada para o esporte. Já fiz natação e balé. Influenciada pela minha mãe, que jogava pelada com os amigos, comecei no vôlei de quadra aos 10 anos, mas não me identifiquei muito. Aos 12, fiz uma aula experimental na Escolinha Bernard, no Posto 5 da Barra, e me apaixonei pelo vôlei de praia. Comecei a me motivar a ir sozinha treinar, e estar lá era um prazer para mim. Ficava muito chateada quando estava nublado e não podia ir.

Cursando o último ano do ensino médio, a atleta se desdobra para conciliar a rotina escolar com a de treinamento. De segunda a sexta, ela estuda das 7h20m às 16h20m e depois faz crossfit para fortalecimento muscular. Aos sábados e domingos, treina cerca de duas horas no mesmo local onde começou, com o técnico Fernando Duarte.

— É muito difícil conciliar, principalmente quando preciso viajar para competir; perco muitas aulas. Mas peço às minhas amigas para anotarem todo o conteúdo e irem me passando ao longo dos dias. Também sempre levo material para ler entre uma partida e outra, até porque o estudo é uma das minhas prioridades, já que a carreira de atleta é muito incerta. Pretendo crescer cada vez mais no esporte, mas também quero fazer faculdade de Economia e ir conciliando as duas coisas, assim como estou fazendo agora — afirma a jogadora.

Seus primeiros títulos vieram em 2017, aos 14 anos, quando sagrou-se campeã carioca sub-15 e também foi vitoriosa no campeonato Dig The Beach, nos Estados Unidos. Em 2018, ficou em 3º lugar no ranking carioca sub-17. Em 2019, atingiu o 2º no ranking carioca sub-19 e o 3º no sub-17. Em 2020, ficou em 2º nas categorias sub-19 e sub-21 do carioca. As próximas disputas acontecerão nesta a quinta, dia 8, pela 2ª etapa do campeonato brasileiro sub-19, e no domingo, dia 11, pela terceira etapa da mesma competição.

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