Filhas apoiam o pai que faz o Enem para entrar na faculdade de Nutrição

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A ordem natural das gerações seria, talvez, o pai acompanhar os filhos na prova do Enem. Em Porto Alegre, a história se inverteu. O motoboy Rodrigo Ronaldi Dornelles conta com a torcida das duas filhas, Larissa Mariana, 11 anos, e Ana Carolina, 16 anos, para ir bem na prova digital em um dos prédios do campus da Pontifícia Universidade Católica do RS (Pucrs), na Zona Leste da Capital.

O grupo de apoio, que teve ainda a presença da mulher Katherine Halberstadt, que é professora de Libras, serve ainda para antecipar "o clima" da universidade e de prova para as meninas.

— É o fim de semana delas comigo. Acho importante elas virem, pois já vão respirando o 'ar universitário'. Daqui a pouco será a vez delas — explica o pai, que faz pela segunda vez o Enem.

Dorneles decidiu tentar a seleção, pois pretende estudar para ser nutricionista. A motivação, no caso dele, veio após a dieta, que ele diz ter montado, e que fez o motoboy perder 60 quilos. Dorneles pesava 164 quilos.

— Se conseguir me formar e fazer alguém perder o mesmo que perdi, já terei plantado a minha árvore — empolga-se o pai de Larissa e Ana Carolina.

Sobre as chances do pai, a mais velha, que em dois anos deve encarar o Enem, comenta que ele tem experiência e conhecimento. A mais nova afirma com segurança:

— O pai vai conseguir passar.

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