Polícia descarta crime na morte da primeira juíza muçulmana dos EUA

Nova York, 13 abr (EFE).- A polícia descartou nesta quinta-feira que, em princípio, exista alguma motivação criminosa vinculada com a morte da primeira juíza muçulmana dos Estados Unidos, Sheila Abdus-Salaam, cujo corpo apareceu boiando ontem no rio Hudson.

A magistrada, completamente vestida, foi reconhecida por seu marido depois que encontraram o corpo, perto de sua residência, no bairro do Harlem.

Abdus-Salaam foi vista pela última vez na noite da segunda-feira passada, mas na terça-feira falou com uma assistente, segundo confirmou hoje aos jornalistas o detetive Robert Boyce.

"Não há feridas aparentes em seu corpo. Não há nada aparentemente criminal até agora", afirmou Boyce sobre as investigações que estão sendo realizadas, que incluem a autópsia do corpo da juíza.

Sheila Abdus-Salaam, de 65 anos, com nome de solteira Sheila Turner, era também a primeira magistrada negra indicada para os tribunais de apelações de Nova York.

Fontes policiais consultadas pelo jornal "Daily News" indicaram que a juíza sofria depressão e possivelmente se suicidou.

O governador de Nova York, Andrew Cuomo, que a designou para os tribunais de apelações em 2013, qualificou a juíza como uma "jurista pioneira" e destacou o trabalho que vinha realizando nos tribunais do estado. EFE