Filho de Bruno Covas critica uso de imagem do pai em campanha de Tarcísio

***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 14.11.2021 - Tomás Covas, filho do ex-prefeito de São Paulo Bruno Covas, morto em 2021. (Foto: Jardiel Carvalho/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 14.11.2021 - Tomás Covas, filho do ex-prefeito de São Paulo Bruno Covas, morto em 2021. (Foto: Jardiel Carvalho/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O estudante Tomás Covas, filho do ex-prefeito de São Paulo Bruno Covas, morto em 2021, disse que não "é justo" que lideranças do PSDB usem a imagem de seu pai para manifestar apoio a Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), candidato de Jair Bolsonaro ao governo de São Paulo.

O diretório municipal do PSDB, partido ao qual Bruno Covas foi filiado, aprovou apoio ao candidato bolsonarista.

Tarcísio chegou a posar para fotografias segurando a imagem do prefeito já falecido junto com peessedebistas.

"Não dá para saber qual dos candidatos, se Jair Bolsonaro ou Lula, se Tarcísio ou Fernando Haddad, meu pai estaria apoiando neste momento. Eu, que sou filho dele, não posso ter essa certeza. Quanto mais outras pessoas", afirma Tomás.

"Eu, particularmente, acredito que ele anularia o voto, como fez em 2018 para presidente", segue o jovem. "Mas não tenho como afirmar com segurança. Por isso, não acho justo que usem a imagem dele", afirma.

"Respeito a decisão do PSDB [de apoiar Tarcísio], mas usar a fotografia do meu pai é desnecessário", diz o estudante.

Tomás está completando o ensino médio na Flórida (EUA), mas voltou ao Brasil para participar das eleições e visitar a família.

"Vou votar nulo, tanto para presidente como para governador", revela.

A avó do estudante, Renata Covas, também mostrou irritação com o uso da imagem de Bruno na campanha de Tarcísio. "Vergonha alheia", ela em uma rede social, como mostrou o Painel.

Renata chegou a definir o apoio do PSDB ao candidato de Bolsonaro como "nefasto".

Em agosto de 2021, Bolsonaro se referiu ao ex-prefeito como "o outro que morreu" ao criticá-lo por suas medidas de contenção da Covid-19 na capital paulista. Na época, Tomás criticou o presidente.