Filho de Bolsonaro divulga foto de apologia à tortura, mas nega violência em rede social

Filho do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), o vereador Carlos Bolsonaro (PSC), causou polêmica na internet ao divulgar uma foto em seu perfil de Instagram com simulação de tortura. Na imagem, um suposto apoiador da campanha #EleNão, que ganhou a web contra Bolsonaro na última semana, está amarrado, ensanguentado e com um saco plástico na cabeça. Mais tarde, em sua conta do Twitter, Carlos afirmou se tratar de uma crítica a “alguém que considera isso uma arte.”

Num primeiro momento, o vereador afirmou que a foto foi “postada por um grupo gay” contrário à eleição do pai. Por isso, ele escreveu em cima da imagem publicada em sua rede: “Sobre pais que choram no chuveiro”.

A grande repercussão sobre a postagem, feita nos stories da rede social (que saem do ar em 24h), fez o vereador se posicionar novamente sobre o caso, alterando o tom e alegando que seu intuito não era insinuar que quem adere ao movimento “mereceria alguma maldade.”

“Novamente inventam como se eu tivesse divulgado uma foto dizendo que quem escreve a hashtag #elenao mereceria alguma maldade. Não, canalhas! Foi apenas a replicação da foto de alguém que considera isso uma arte. Me agradeçam por divulgar e não mintam como sempre! Segue a verdade”, escreveu Carlos acrescentando a imagem originalmente postada por uma conta identificada como @ronaldocreative na rede social. O perfil, no entanto, é fechado para o público.

O perfil do MBL saiu em defesa do vereador acusando veículos que divulgaram o ocorrido de publicarem “fake news”: “Carlos Bolsonaro tirou sarro de um militante do #EleNão que fez essa foto horripilante acusando Jair de ser torturador. A imprensa e políticos esquerdistas estão disparando fake news acusando Carlos de apologia à tortura.”

(CUIDADO, A IMAGEM É FORTE)