Filho de Cabral procurado: entenda o esquema investigado no RJ

José Eduardo Neves Cabral é alvo de Operação da Polícia Federal (Foto: Reprodução)
José Eduardo Neves Cabral é alvo de Operação da Polícia Federal (Foto: Reprodução)

A PF (Polícia Federal) deflagrou na quarta-feira (23) a Operação Smoke Free (ou livre de cigarro, em português), no Rio de Janeiro, que deu um prejuízo de R$ 2 bilhões em impostos sonegados e tinha uma “célula de segurança” formada por policiais militares de batalhão no estado e por um agente da PF.

Doze pessoas acabaram sendo presas na ação pela força-tarefa, mas ainda faltava cumprir 15 mandados de prisão, e um deles é contra José Eduardo Neves Cabral, filho do ex-governador Sérgio Cabral.

De acordo com o portal g1, Cabral passou mal e desmaiou na cadeia ao saber do mandado de prisão contra o filho, que ainda está foragido.

A participação de José Eduardo no esquema inda não foi esclarecida pela PF.

Segundo a PF, o grupo lavava dinheiro obtido com a venda dos cigarros e enviava ilegalmente os valores para o exterior. A participação de José Eduardo no esquema inda não foi esclarecida pela PF.

Além do filho de Cabral, os irmãos Adilson Coutinho Oliveira Filho, o Adilsinho, e Cláudio Nunes Coutinho são procurados. Eles são apontados como chefes da quadrilha.

O esquema

Reportagem do portal g1 explica que a quadrilha obrigava pequenos comerciantes a vender apenas cigarros do grupo, intimidando as pessoas ou com “falta de proteção” contra roubos.

Parte dos marços é fabricada pela Companhia Sulamericana de Tabacos, de Duque de Caxias, informou a PF. Uma das marcas comercializadas é a C-One.

Outros maços vêm de fora e, por isso, o grupo é também investigado por contrabando.