Filho de médico que viu pai sendo morto diz que ele não reagiu ao assalto em SP

Médico é assaltado e morto na frente do filho em Alto de Pinheiros, Zona Oeste de SP
Médico é assaltado e morto na frente do filho em Alto de Pinheiros, Zona Oeste de SP

O filho do médico cirurgião plástico Ronaldo Vidal, de 54 anos, que foi morto na noite de sexta-feira (2) em Alto de Pinheiros, bairro nobre da capital paulista, disse hoje (4) à polícia que o pai não reagiu ao assalto.

De acordo com a apuração do G1, as vítimas estavam retornando para a casa após Vidal ter ido buscar o filho em um clube, que fica próximo ao local do crime.

O menino de 13 anos presenciou o momento em que duas pessoas em uma moto se aproximaram do carro deles e anunciaram o assalto. O médico chegou a dizer aos assaltantes que eles podiam levar tudo, mas mesmo assim eles atiraram contra Vidal. Ele foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e acabou morrendo na frente do filho.

De acordo com o boletim de ocorrência, o tiro atingiu a cabeça do cirurgião. A polícia calcula que entre o momento da abordagem e a fuga dos criminosos, tenham se passado apenas 10 segundos. Os criminosos não levaram nada das vítimas.

Uma cápsula de calibre 38 foi encontrada no chão da rua e foi encaminhada para a perícia, assim como o celular da vítima. O carro e documentos de Ronaldo foram entregues a um familiar.

O crime foi registrado na 14ºDP (Pinheiros) como latrocínio, quando há roubo seguido de morte.

Em nota, a SSP (Secretaria de Segurança Pública) disse que o local passou por perícia e que "diligências seguem em andamento para identificar e prender os autores". Porém, até a manhã deste domingo (4) ninguém havia sido preso.

Balanço de julho da SSP mostra que já ocorreram 35 latrocínios na capital neste ano.