Filho de Flordelis é solto após ganhar liberdade condicional

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Um dos filhos afetivos da ex-deputada federal Flordelis, Carlos Ubiraci Francisco da Silva deixou nesta segunda-feira (2) o presídio Evaristo de Moraes, em São Cristóvão, zona norte do Rio, onde estava preso desde agosto de 2020.

Assim como Flordelis, ele foi detido sob acusação de homicídio triplamente qualificado pela morte do pastor Anderson do Carmo, com quem a ex-parlamentar era casada. Levado a júri popular, ele foi absolvido da acusação no dia 13 de abril.

No entanto, foi condenado a dois anos, dois meses e 20 dias de prisão em regime semiaberto por associação criminosa armada.

Na decisão que concedeu a liberdade condicional, a juíza Roberta Barrouin impôs a Silva medidas cautelares. Ele terá que se apresentar a cada três meses à Justiça para justificar suas atividades e precisará comunicar se porventura decidir mudar de casa.

Além de Silva, foram julgadas mais três pessoas em abril. O filho biológico de Flordelis, Adriano dos Santos, foi condenado a quatro anos, seis meses e 20 dias de prisão em regime semiaberto por uso de documento falso e associação armada.

Andrea Santos Maia e o marido, o ex-PM Marcos Siqueira Costa, também foram condenados por uso de documento falso e associação criminosa armada. Ela recebeu uma pena de quatro anos, três meses e dez dias. Já o ex-PM foi condenado a cinco anos e 20 dias de prisão em regime fechado.

O julgamento de Flordelis está marcado para o dia 6 de junho, quando ela e outras quatro pessoas devem ir a júri popular. Inicialmente, o julgamento aconteceria neste mês, mas a juíza Nearis dos Santos Carvalho decidiu adiá-lo, argumentando que não havia tempo hábil para juntar todos os laudos exigidos pelas defesas dos réus.

Nesta terça (3), os advogados de Flordelis decidiram entrar com um pedido de suspeição contra a magistrada alegando que ela teria feito uma reunião com os possíveis jurados que decidirão o futuro de Flordelis. A defesa diz que o episódio compromete a imparcialidade do júri, razão pela qual pediram também que o julgamento seja transferido de Niterói, onde o crime ocorreu, para o Rio.

A reportagem entrou em contato com o Tribunal de Justiça do Rio, mas ainda não recebeu posicionamento da juíza.

O caso Anderson foi morto em junho de 2019 aos 42 anos com mais 30 tiros na casa onde morava com a pastora e dezenas de filhos. Segundo a polícia, o crime foi motivado por insatisfação com a maneira como ele administrava a vida financeira da família.

A ex-deputada foi presa dois dias após a Câmara dos Deputados ter cassado o seu mandado. Foram 437 votos a favor da cassação e 7 contrários, com 12 abstenções, em votação aberta --eram necessários ao menos 257 votos favoráveis para a cassação ser aprovada. Ela também foi expulsa de seu partido, o PSD.

Além de homicídio triplamente qualificado --por motivo torpe, emprego de meio cruel e de recurso que impossibilitou a defesa da vítima--, ela responde por tentativa de homicídio, uso de documento falso e associação criminosa armada.

A pastora diz, porém, ser inocente e que os promotores que a acusam trabalham para desconstruir sua imagem "como ser humano, como pastora".

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