Filho de Jerominho recebe autorização da Justiça para deixar a prisão e ir ao enterro do pai

O juiz Marcelo Rubioli, da Vara de Execuções Penais do Tribunal de Justiça do Rio, autorizou que Luciano Guinâncio Guimarães, filho do ex-vereador e miliciano Jerônimo Guimarães, o Jerominho, compareça ao velório e enterro do corpo do pai, previsto para este sábado (6). Jerominho foi executado a tiros num ataque ocorrido nesta quinta-feira (4) em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio.

O magistrado condicionou a saída de Luciano à escolta do preso por uma equipe da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap): "Tendo em vista o notório passamento do pai do reeducando, defiro a saída temporária para velório e sepultamento do corpo do pai do reeducando, entretanto, mediante condução e escolta da SEAP, com imediato retorno ao cárcere tão logo sepultado o corpo", escreveu Rubioli na decisão.

Luciano, que está preso desde setembro de 2008, foi condenado a 38 anos e um mês de prisão por crimes como homicídio, extorsão e formação de quadrilha. Ele foi acusado de fazer parte do maior grupo paramilitar do estado, que era comandado por seu pai. Jerominho foi solto em outubro de 2018, após ter passado 10 anos e quatro meses preso. Luciano cumpre pena em regime semiaberto no Rio desde 2019, mas a VEP não permitiu que ele saísse da cadeia.

Execução à luz do dia

Jerominho foi baleado por três homens encapuzados e armados com fuzis que saltaram de um Cobalt pouco antes das 16h. Imagens de câmeras de segurança da região, que já foram apreendidas pela Polícia Civil, mostram que a ação durou 10 segundos. Quando foi baleado, Jerominho havia acabado de sair de seu centro social, acompanhado pelo cunhado.

Jerominho foi alvo de um ataque na frente do centro social que mantém, na Estrada Guandu do Sapê. Ele foi socorrido para o Hospital Oeste D'or, mas não resistiu. O cunhado de Jerominho, identificado como Mauricio Raul Atallah, que o acompanhava na ocasião, também foi baleado e socorrido pelo Corpo de Bombeiros para o Hospital Municipal Rocha Faria.

Três dias antes de ser executado a tiros em frente a seu centro social, Jerominho anunciou apoio à candidatura de um coronel da PM à deputado federal. Durante uma reunião aberta ao público em sua casa, no mesmo bairro, Jerominho recebeu o oficial, Sergio Amâncio da Silva Porto (PROS), e um pré-candidato a deputado estadual, Jalmir Junior (PRTB). Fotos publicadas em redes sociais pelos pré-candidatos mostram a casa de Jerominho lotada na ocasião. Na véspera do encontro, o miliciano havia postado em seu perfil numa rede social um texto em apoio a Porto e Junior: "Tenho certeza que a população estará bem representada com esses dois homens".

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